sexta-feira, 30 de junho de 2017

Fórmula de Blondel: como calcular o conforto de escadas?


Uma escada é um tipo de construção com degraus que tem por finalidade conectar dois locais situados em níveis diferentes.

Calcular o conforto de uma escada é especificar suas medidas de forma que as pessoas possam utilizá-la confortavelmente, respeitando padrões de ergonomia e segurança. Os dois principais elementos para dimensionamento são o espelho e o piso.


François Blondel, importante arquiteto militar da França, foi responsável por estudar características de conforto em escadas. Sua base de projeto é referência para diversos profissionais da área e a fórmula, hoje adaptada, ainda recebe o seu nome.

O que nos diz a fórmula de Blondel?

Segundo a Fórmula de Blondel, as dimensões do piso e do espelho em uma escada confortável deverão obedecer a seguinte relação:

P + 2E = 60 a 64 cm

onde: P = piso e E = espelho.

Recomenda-se que o piso mínimo em uma escada seja 28 cm (mínimo exigido pelo Corpo de Bombeiros). Uma escada pode ser considerada folgada quando E = 17 cm e P = 28 cm, sendo estes os valores mais recomendados. O piso de uma escada comum varia entre 25 e 30 cm. E o espelho, entre 16 e 18 cm.

E com relação à largura da escada?

Recomenda-se que a largura de uma escada nunca seja menor que 80 cm, devendo ser da ordem de 1,20 m em edifícios de apartamentos e escritórios.

Exemplo de cálculo de conforto de uma escada

Seja uma escada com P = 30 cm e que precisa vencer uma altura H = 2,85 m. Qual deverá ser a altura do espelho e o comprimento da escada?

Utilizando a Fórmula de Blondel:

30 + 2.E = 64
E = 17

Usar E = 17 cm.

O número de espelhos NE corresponde à razão entre a altura do vão e a altura do espelho.

Logo: NE = H/E = 285/17 = 17,76

Ora, como podemos ver, o número de espelhos não corresponde a um número inteiro. Vamos então trocar os valores entre NE e E, de forma que:

NE = 17 
E = 17,8 cm

O número de pisos NP é igual a NE-1, de forma que: 

NP = 17-1 =16

O comprimento da escada será NP x P = 16 x 0,3 = 4,8 m.

Fontes:


http://portifolioarquiurbano.blogspot.com.br/2013/02/escadas-formula-de-blondel.html http://pedreirao.com.br/escadas/calculo-de-escadas-passo-a-passo/
http://www.clubedoconcreto.com.br/2013/12/dimensionamento-de-escadas-segundo-nbr.html

domingo, 28 de maio de 2017

Casas de madeira e sistema log home: fique por dentro


Imagem: http://www.interior-idea.com/log-home5.html

O uso da madeira em edificações não é algo tão recente. Atualmente, porém, novas tecnologias têm permitido a execução de sistemas estruturais em intervalos de tempo cada vez menores.  As casas no sistema construtivo log home são geralmente construídas com toras de madeira maciça, constituindo uma alternativa ecológica para manutenção do conforto térmico. Hoje em dia, a montagem por meio dos chamados painéis autoportantes tem chamado cada vez mais atenção, justamente pelo fato da facilidade de construção e menor prazo de execução.

Painel autoportante de madeira.
Imagem: https://br.pinterest.com/explore/log-homes-kits/

As residências log home são bastante comuns em países do hemisfério norte, como Estados Unidos, Canadá e Finlândia. É comum encontrar cabanas desse tipo em diversas regiões, incluindo praias, florestas e campos, sendo comumente chamadas de log cabins. No Brasil, as edificações que fazem uso deste sistema construtivo passaram por um verdadeiro processo de “tropicalismo”, de forma que houve uma mescla com elementos de nossa arquitetura clássica, como o concreto, a alvenaria cerâmica e os azulejos, principalmente nas áreas molhadas, como banheiros e cozinhas. O resultado foram casas realmente aconchegantes e diferenciadas.

Imagem: http://www.swissmtloghomes.com/

As log homes são normalmente executadas com madeira tratada, oriunda de reflorestamento. O pinus é geralmente a madeira mais utilizada para paredes e divisórias, devido à sua maior leveza, enquanto nas estruturas de telhados é bastante comum o uso do eucalipto. Em alguns casos tem sido frequente a utilização de painéis de vidro para permitir a iluminação natural do espaço interno, trazendo ainda mais conforto e beleza a estas construções.

Imagem: https://timberwolfhandcrafted.wordpress.com/log-hybrid-photos/
Fontes:

domingo, 23 de abril de 2017

Os seis tipos mais comuns de madeiras utilizadas nas construções


A madeira a ser utilizada em construção civil se divide em dois grupos principais, a saber: madeira maciça e madeira industrializada. A madeira maciça poderá ser roliça, falquejada ou serrada. No caso das madeiras industrializadas, podemos separá-las em compensados, laminados e madeira recomposta.

Madeira roliça: utilizada na forma de troncos sem a casca, é comumente usada em escoramentos de fôrmas, postes e colunas. Os tipos mais comuns no Brasil são o eucalipto e o pinho-do-paraná. 

Madeira roliça em sistema de cobertura.
Imagem: www.ecotrat.com.br

Madeira falquejada:
trata-se de madeira obtida por meio de corte com machado, de forma que as partes laterais são retiradas, formando uma peça de seção retangular. Seu uso é mais comum em antigos dormentes de madeira, estacas, cortinas cravadas e pontes.

Vigas falquejadas de madeira de demolição.
Imagem: http://www.imperiumbrasil.com.br

Madeira serrada:
os troncos são serrados por meio de serras especiais e divididos em diversas lâminas ou pranchas, de acordo com a espessura desejada. A madeira deve passar por processo de secagem adequado para evitar danos na estrutura, como empenamentos e fendilhamentos. Muito utilizada em treliças de cobertura, incluindo terças, ripas e caibros.

Peças de madeira serrada empilhadas.
Imagem: http://eucatratus.com.br

Madeira compensada:
bastante utilizada em portas, armários e divisórias. É formada por meio da colagem de três ou mais camadas ou lâminas, alternando a direção das fibras em ângulo de 90°. Vale mencionar que num compensado o número de lâminas será ímpar (3, 5 ou mais lâminas).

Placas de compensado pinus.
Imagem: unicompen.com.br

Madeira laminada e colada (MLC): fabricada por meio da colagem, com adesivos e alta pressão, de lâminas de madeira com fibras em direção paralela. Quando as lâminas são muito finas (1 a 5 mm de espessura), fala-se em microlaminados. Trata-se de um produto mais homogêneo que a madeira serrada, pois não há a presença de nós indesejáveis, o que permite formar peças de grande comprimento, dentre elas, vigas de seção retangular. Seu preço, entretanto, é mais elevado.

Estrutura com MLC.
Imagem: http://madeiralaminadacolada.com

Madeira recomposta: é um produto geralmente encontrado na forma de placas, fabricado por meio de serragem e resíduos de madeira compensada, convertidos em flocos e colados sob pressão. No caso dos famosos painéis OSB (Oriented Strand Board), utilizam-se pequenas lascas de madeira com as fibras orientadas e coladas sob alta temperatura. O OSB possui reduzida massa específica e é bastante comum na Europa e América do Norte, tendo sua utilização voltada para painéis diafragmas, almas de vigas I compostas, revestimentos de piso e cobertura. 

Ambiente com divisórias e decoração em painéis OSB.
Imagem: http://www.tracodarquitetura.com.br

Fonte:

PFEIL, W.; PFEIL, M. Estruturas de madeira. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2015.