quarta-feira, 4 de maio de 2016

Buckminster Füller e sua "geometria energético-sinergética": conheça os domos geodésicos


Para entender o que são os domos geodésicos devemos conhecer algumas formas geométricas importantes: o triângulo e o icosaedro. 

Chamamos de poliedro ao sólido geométrico composto por um número finito de faces, em que cada face é um polígono. Icosaedro é um poliedro convexo formado por 20 faces. Quando essas faces são todas triângulos equiláteros, fala-se em icosaedro regular.

Icosaedro regular.
Imagem: http://trabajocepavicalvarocatherineyrober.blogspot.com.br/

Um icosaedro regular é a mais simples das formas geométricas conhecidas como geodésicas. Quando dividimos cada um dos triângulos desse icosaedro em triângulos menores (lembre-se que o triângulo confere estabilidade), a geodésica passa a se aproximar cada vez mais da forma de uma esfera. Um domo geodésico nada mais é do que uma cúpula com uma dessas formas.

Domo geodésico.
Imagem: http://mjciero.blogspot.com.br/p/domo-geodesica.html

O inventor do domo geodésico foi o arquiteto R. Buckminster Füller. Essas cúpulas são conhecidas pela grande leveza e estabilidade estrutural. Sua resistência se deve aos triângulos e ao formato esférico: qualquer força aplicada ao domo é distribuída de forma igual até alcançar a base. A geometria do domo geodésico proposta por Füller foi chamada por ele de "geometria energético-sinergética". Segundo sua teoria, para a compreensão do comportamento da estrutura precisamos analisá-la como um todo, pois todos os seus elementos trabalham juntos. 

Ligação entre elementos num domo geodésico.
Imagem: http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/

Um exemplo de arquitetura que faz uso do domo geodésico é a estufa do Eden Project, localizada no Reino Unido e considerada a maior estufa do mundo. O Epcot Walt Disney World, nos EUA, e o Biosphere Enviromental Museum, em Montreal, também são outros exemplos desse tipo de estrutura pelo mundo.

Eden Project - Cornwall, Reino Unido.
Imagem: https://www.flickr.com/photos/smithandjones/7393201826

Epcot Walt Disney World - EUA.
Imagem: https://disneyworld.disney.go.com/pt/destinations/epcot/


Biosphere Enviromental Museum - Montreal, Canadá.
Imagem: http://web2.sca.uqam.ca/~wgne/WGNE/WGNE24/

Fontes:

terça-feira, 3 de maio de 2016

Afinal de contas, por que acontecem tremores de terra no Brasil?


Os terremotos de grande intensidade ocorrem nas regiões onde duas ou mais placas tectônicas se encontram. O Brasil está localizado sobre o centro da placa sul-americana, uma região considerada estável. Contudo, é comum vermos comumente notícias sobre pequenos tremores de terra em distintas regiões do país. Você já se perguntou qual a explicação para isso?

O que muitos de nós desconhecemos é que crosta terrestre possui espessura irregular, que varia ao longo da placa. Sob a floresta amazônica, por exemplo, a crosta pode chegar a atingir 45 km de profundidade. Já em algumas regiões do Nordeste, esta chega a exibir apenas 30 km. 

As regiões finas da crosta são geralmente formadas por rochas menos densas, assentadas sobre rochas da camada superior do manto de maior densidade, que causam uma espécie de "sobrepeso", fazendo com que a crosta sofra um processo de envergadura. Ao sofrer esse esforço, somado ainda às tensões aplicadas às bordas da placa sul-americana, as rochas da camada fina da crosta tendem a sofrer fraturas em profundidades geralmente inferiores a 5 km. E é durante essa fratura da rocha acompanhada do alívio das tensões que ocorrem os tremores de terra. 

Como ocorrem os tremores de terra no Brasil.

As fraturas da rocha se comportam como cicatrizes: se um trecho da crosta volta a sofrer compressão, ele se rompe onde já existe a fratura. Atualmente o país conta com o mapeamento de algumas das fraturas já existentes, o chamado mapa neotectônico do Brasil. Tal mapa possui registradas 48 falhas e é justamente ao longo dos traçados dessas falhas, ou próximo a eles, que ocorrem grande parte dos tremores de terra.

Mapa Neotectônico do Brasil.
Imagem: http://www.apolo11.com/curiosidades.php?
posic=dat_20071211-092620.inc

Os terremotos com magnitude superior a 5,0 graus na escala Richter são raros no país, sendo que ocorre em média um a cada cinco anos. Para se ter ideia, um tremor de 4,0 graus pode balançar móveis ou quebrar objetos pequenos e acima de 6,0 graus pode ocasionar danos consideráveis em edifícios. Os grandes terremotos ultrapassam 7,0 a 8,0 graus na escala Richter.

Para saber mais sobre tremores de terra no Brasil: 



Fontes:

domingo, 1 de maio de 2016

Drenos verticais filtrantes


Um muro de contenção sem dreno pode ser tornar instável e entrar em colapso em virtude da pressão exercida pela água, principalmente em temporadas de chuva intensa. Um dreno vertical nada mais é do que um dispositivo drenante formado por várias camadas de areia e brita dispostas verticalmente e que filtram a água em excesso no solo direcionando-a a um ponto específico. 
Esquema de um dreno vertical filtrante.
O principal cuidado que se deve ter durante a construção de um dreno vertical é a correta escolha da granulometria dos agregados, uma vez que dependendo do material adotado poderá ocorrer remoção do solo do terreno ou colmatação, isto é, o entupimento do dreno. A água filtrada pelas camadas de areia e brita segue para uma tubulação situada na parte inferior, sendo direcionada a um ponto de saída pré-definido.

Atualmente o dreno vertical não é tão usado e, ao invés de se utilizar várias camadas de areia e brita, é mais comum a utilização de um geocomposto drenante ao longo da área do muro de arrimo, de forma a cobrir o tubo de drenagem. 

Fontes:

http://www.ebanataw.com.br/talude/filtro.htm
http://geofoco.com.br/blog/geofoco-explica/drenagem-de-muros-de-arrimo