Os pavimentos flexíveis, conforme o próprio nome indica, são pavimentos que sofrem flexão quando estão sujeitos às cargas do tráfego. Tais pavimentos são, em geral, revestidos com materiais betuminosos ou asfálticos.
| Pavimentação asfáltica da pista do Circuito dos Cristais (Curvelo-MG). Imagem do autor (visita técnica realizada em março de 2016). |
Nos pavimentos flexíveis podem ser usados basicamente dois tipos de misturas: a mistura a quente ou a mistura a frio. Para o primeiro caso, o mais comum é o concreto betuminoso usinado a quente, conhecido pela sigla CBUQ. No segundo caso, costuma-se utilizar com maior frequência o concreto asfáltico pré-misturado a frio, indicado pela sigla PMF.
A principal diferença entre o CBUQ e o PMF está no ligante asfáltico, responsável pela união dos agregados minerais (pó de pedra, filler, brita, etc.).
No CBUQ o ligante é o CAP (cimento asfáltico de petróleo), uma mistura semi-sólida à temperatura ambiente que necessita de aquecimento para se misturar aos agregados. No caso do PMF, utiliza-se uma emulsão asfáltica, onde o cimento asfáltico é pulverizado num moinho especial com uma solução de água e tensoativo (emulsificante).
Como o PMF possui menor durabilidade quando comparado ao CBUQ, sua utilização se restringe a vias de baixo tráfego. O CBUQ é ideal para rodovias, pois suporta cargas pesadas. Entretanto, o PMF é muito mais barato que o CBUQ (quase metade do valor), razão essa que o torna muito utilizado em diversas obras de pavimentação pelo Brasil afora.
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