Mostrando postagens com marcador Agronomia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agronomia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Os desafios do uso de agroquímicos no Brasil


Sabemos que a agricultura no Brasil remonta a um processo histórico, marcado inicialmente pelo cultivo da cana-de-açúcar durante a colonização portuguesa. Mais tarde, durante o século XIX, tivemos o café como principal produto de exportação. Não é de estranhar, portanto, que em um país de economia tão expressivamente agrária, faça-se uso em larga escala de produtos defensivos, como pesticidas e agrotóxicos, para controle de pragas nas lavouras. No entanto, como utilizar esses compostos químicos de forma segura e consciente, reduzindo os impactos de sua utilização sobre a natureza?

Durante o século XX, a americana Rachel Carson - cientista, escritora e bióloga marinha -  ao escrever a célebre obra "Primavera Silenciosa", revolucionou o campo da ecologia ao constatar a influência de produtos químicos tóxicos, como o  DDT (sigla de Dicloro-Difenil-Tricloroetano), sobre o equilíbrio ambiental. Diante desse importante estudo, tornou-se mais do que necessário o comprometimento do setor da agricultura com a preservação do meio ambiente. É de grande relevância para todos nós, seres humanos, que o ramo do agronegócio desenvolva sua atividades sem comprometer a fauna e a flora das regiões próximas às lavouras, reduzindo os danos à biodiversidade dos variados biomas brasileiros, hodiernamente tão degradados.

Imagem: https://www.amazon.com.br

Em contrapartida, cumpre salientar o aspecto positivo do desenvolvimento da indústria química com relação ao aprimoramento dos inseticidas e defensivos agrícolas, a exemplo da Revolução Verde. Indubitavelmente, não fosse o crescimento da agricultura, advindo principalmente do progresso tecnológico observado nas últimas décadas, não haveria tão grande disponibilidade de alimentos como temos hoje.

Diante do que foi discutido, faz-se necessário um maior papel regulamentador do Estado como forma de controlar o uso de agrotóxicos nas lavouras. Dizer que os órgãos ambientais cumprem um papel de "comando xiita" que impede a expansão da agricultura no país é um discurso de grande superficialidade e revela pouco conhecimento do assunto. A parceria conjunta entre os ministérios da Agricultura e o do Meio Ambiente, tendo como foco a realização de campanhas em cooperativas e sindicatos com vista a educação e conscientização dos agricultores, além da elaboração de uma legislação específica que ampare o agronegócio sustentável, mostram-se como possíveis ferramentas para que o Brasil, considerado o celeiro do mundo, seja também um exemplo no ramo do agronegócio.

Fontes:

https://www.infoescola.com/quimica/dicloro-difenil-tricloroetano-ddt/
http://www.rachelcarson.org/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Taludes e encostas verdes: biomantas e hidrossemeadura


A hidrossemeadura é uma técnica que consiste no plantio de sementes no solo por meio de um jato de água - contendo fertilizantes e substâncias "anti-erosivas" - lançado contra o terreno plano ou inclinado (encosta, quando natural ou talude, quando construído artificialmente).

É uma técnica simples e de rápida aplicação. Faz uso de uma máquina especializada (com sistema de bombeamento) responsável pelo lançamento das sementes a grandes distâncias e com certo poder de perfuração no solo. É um processo que também pode ser utilizado em terrenos após queimadas. Nesse caso o lançamento se faz por meio aéreo.

Hidrossemeadura. Imagem: https://sites.google.com/site/
langeotecniaefundacao/contato/46-biomantas

O processo de hidrossemeadura também pode contar com o uso da chamada biomanta: uma camada feita de fibras naturais - como palha ou fibra de coco - ou fibras sintéticas colocadas sobre a encosta para proteção do solo contra erosão e para manutenção da umidade e dos nutrientes, indispensáveis à germinação das sementes.

Aplicação de biomanta. Imagem: http://www.sisall.com.br/
biomantas-de-sisal/

A maior vantagem das técnicas de hidrossemeadura e biomantas está no aumento das áreas verdes, principalmente dos grandes centros urbanos, marcados pelo cinza monotônico e depressivo do concreto.

Fontes:

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Conhecendo o cultivo em mandala


Você sabe o que é uma horta mandala? Descubra o plantio baseado em círculos.

O cultivo em mandala consiste num sistema de plantio feito em forma de círculos concêntricos. Cada círculo ou anel possui uma determinada cultura, de forma que os diferentes anéis sustentam uns aos outros. 

Esse tipo de cultivo é comum em pequenas produções rurais, desprovidas de grandes áreas para plantio. Geralmente no centro da mandala existe um tanque com água, responsável pela irrigação das plantações no entorno. O tanque também pode ser utilizado para criação de peixes.

O cultivo em mandala (do sânscrito: círculo mágico) é composto geralmente por nove anéis, divididos em três grupos (com três anéis cada). 

Cada grupo de anéis (do centro para fora) possui uma função específica, respectivamente:

- Melhoria da qualidade de vida: hortaliças e plantas medicinais;
- Produção econômica: grãos e plantas frutíferas;
- Equilíbrio ambiental: cercas vivas e quebra-ventos.


Imagem: https://www.buzzero.com/meio-ambiente-e-agropecuaria-69/horticultura-e-plantas-73/
curso-online-sistema-mandala-de-producao-agricola-com-certificado-50158


Fontes:


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Aprenda a fazer um carneiro hidráulico artesanal


O carneiro hidráulico, também conhecido como aríete hidráulico, é um dispositivo capaz de elevar água por meio da própria energia hidráulica. Trata-se de uma pequena bomba que não gasta eletricidade nem combustível, sendo por isso considerado um aparelho sustentável. 

Funcionamento do carneiro hidráulico. Fonte: Globo Rural.

Como o dispositivo utiliza a própria energia da água, este deve ser instalado em um nível inferior ao do manancial, para aproveitar a força da gravidade ao máximo. A água que chega ao aríete sofre uma sobrepressão causada por uma válvula de impulsão (ou bomba de sucção) e é obrigada a passar por uma válvula de retenção. Quando o líquido passa por essa válvula, a mesma se fecha e ar contido acima da água a expulsa para uma saída. A água pode ser utilizada para irrigar plantações e até mesmo encher caixas d'água.

Confira abaixo o link de uma reportagem bastante esclarecedora do programa Globo Rural ensinando a fazer um carneiro hidráulico artesanal. A reportagem explica, inclusive, o porquê do curioso nome. A bomba artesanal é feita com canos de PVC e válvulas de metal e foi desenvolvida pelos técnicos da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina):



Referências: 

AZEVEDO NETTO, J. M. et al. Manual de Hidráulica. 8ª Ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1998.

Como fazer o carneiro hidráulico, Revista Globo Rural. Disponível em: <http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/noticia/2015/05/como-fazer-o-carneiro-hidraulico.html>. Acesso em: 17 jul. 2015.