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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Relatos de uma experiência: reciclando plástico em casa


Você já parou para pensar no quanto o plástico é importante em nossas vidas? Ele está presente no nosso dia a dia das mais diversas formas, desde as embalagens dos produtos que compramos nos supermercados até nas carcaças e peças de nossos smartphones.

Do ponto de vista da Ciência e Engenharia de Materiais, os plásticos fazem parte de um grupo muito maior de materiais, conhecidos como polímeros. Os polímeros são formados por moléculas gigantescas (chamadas de macromoléculas), compostas principalmente por carbono (C) e hidrogênio (H).

Apesar de sua vasta aplicação e importância, grande parte dos polímeros leva muito tempo para ser degradada pela natureza. Dessa forma, quando descartados de forma incorreta, acabam sendo levados para florestas, rios e mares, comprometendo os ecossistemas terrestres e marinhos.

Uma alternativa para evitar a poluição, e também a extração predatória de recursos não renováveis, é a reciclagem. Alguns polímeros podem ser facilmente reciclados. No caso dos polímeros termoplásticos, quando estes sofrem aquecimento, eles tornam-se moldáveis, podendo adquirir novas formas e utilidades.

Cada tipo de polímero possui uma temperatura própria na qual pode ser trabalhado. Nesse caso, a tarefa de reciclar o plástico dependerá, em parte, da capacidade de você alcançar as temperaturas específicas para “derretê-lo”.

- Ok, entendi! Mas será que é possível reciclar o plástico em casa?

A resposta para essa pergunta é sim! Mas tenha em mente que apenas alguns plásticos podem ser reciclados em sua cozinha. E, bastante cuidado, pois o aquecimento desses materiais geram produtos tóxicos resultantes do aquecimento e que podem causar danos a nossa saúde.

- Podemos reciclar qualquer embalagem plástica?

Infelizmente, não. Como havia dito antes, a reciclagem do plástico depende da sua temperatura de fusão e, por esse motivo, apenas aqueles que possuem temperatura de fusão mais baixa são viáveis de serem reciclados em casa.

O polietileno de alta densidade (conhecido como PEAD) é um dos poucos polímeros ao nosso alcance que se adequa bem a essa empreitada. 

Embalagens plásticas de PEAD.

Para verificar se a embalagem é feita desse material, basta observar o símbolo que se apresenta nos “fundos” do recipiente: trata-se de um triângulo com o número 2 no centro, conforme mostra a figura abaixo:

 Símbolo do polietileno de alta densidade.
Imagem: https://www.techduto.com.br/pead/

- Legal, já separei as embalagens de PEAD. E agora?

Agora precisamos cortá-las ou triturá-las. Sim, isso mesmo. Vamos reduzir as embalagens em pequenos pedaços para que dessa forma seja mais fácil transformar o plástico numa massa viscosa após o aquecimento. Utilize uma tesoura afiada e corte em pedaços suficientemente pequenos (cerca de 1 cm ou menos).

Embalagens de PEAD cortadas em pedaços de cerca de 1 cm.

- Qual é a temperatura ideal para derreter o PEAD?

A temperatura de fusão do PEAD é de 135°C, em média. Nesse caso, sugere-se uma temperatura acima desse valor, porém não tão elevada a ponto de causar a “queima” do plástico (recomenda-se até 180°C). Deixe por tempo suficiente até que o plástico amoleça, de 30 min a 1 h.

- Onde aqueço o plástico? Posso utilizar qualquer forno?

Para aquecer o plástico, o ideal é utilizar um forno que tenha controle da temperatura. Pode ser um forno elétrico ou até mesmo uma fritadeira elétrica (foi o que usei para meu experimento, foto abaixo).

Fritadeira elétrica utilizada para derretimento do plástico.

Uma dica importante: evite equipamentos que você utiliza para cozinhar seus alimentos, pois os resíduos da fumaça do plástico são tóxicos e podem permanecer no forno, contaminando a sua comida. Um outra precaução é a utilização de máscaras durante o derretimento para evitar a inalação da fumaça.

- Posso utilizar qualquer recipiente para derreter o plástico?

Infelizmente, não. Você vai precisar de uma fôrma antiaderente ou papel manteiga para que o plástico não grude depois de derretido. Isso é muito importante, pois do contrário, você não vai conseguir desgrudar o material e ele poderá danificar a sua fôrma.

- E o resultado final? Deu certo?

A foto abaixo mostra o resultado final do plástico derretido. Conforme havia mencionado, utilizei uma fritadeira elétrica para aquecer o plástico e não consegui obter um resultado satisfatório (creio que a temperatura foi baixa e o tempo de aquecimento não foi suficiente para permitir a completa fusão do material).

Peça de plástico formada após o "derretimento".

- Afinal de contas, reciclar o plástico em casa é viável?

Em minha opinião, reciclar o plástico em casa é uma tarefa um tanto complicada, pois não se trata de algo trivial e que possa ser feito de qualquer maneira. Por esse motivo, temos de pesar bem os prós e os contras. Ademais, temos de verificar até que ponto isso se torna viável economicamente, pois, afinal de contas, precisamos gastar energia elétrica durante o processo.

Para mim, reciclar o PEAD foi uma tarefa um tanto quanto frustrante, mas tenho que reconhecer a série de variáveis que colaboraram de forma negativa para o insucesso do experimento. Por outro lado, é digno reconhecer o vasto aprendizado que tive ao longo dessa experiência. Tudo isso conta e, talvez, seja o mais importante. Conhecimento nunca é demais, não é mesmo? 

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Esperanto: uma língua sem fronteiras

Imagem: https://tvmundomaior.com.br
Você sabe quantas pessoas falam inglês no mundo atual? Estima-se que cerca de 860 milhões de pessoas no planeta falam o idioma, seja como língua nativa ou como segunda língua. O inglês só fica atrás do espanhol e do chinês em número de falantes. Mas, afinal, por que essa é considerada, atualmente, a língua universal para comunicação entre os povos? Obviamente, tal fato tem relação com o contexto geopolítico do momento presente. A maior potência do mundo, os Estados Unidos, tem como idioma oficial (pasmem) o inglês.

Resta-nos, portanto, a seguinte pergunta: diante do dinamismo do contexto geopolítico, será que o inglês manterá a sua posição de ‘língua universal’ ao longo dos séculos? Ou será que futuramente teremos outra língua ocupando tal posição, como o mandarim, por exemplo?

O estabelecimento de uma língua para comunicação entre os povos no cenário internacional é algo de suma importância, mas quando se pensa em termos de igualdade de condições entre os povos, percebe-se claramente que algumas pessoas nascem com uma vantagem linguística sobre as demais, quando pertencentes a um país onde já se fala um idioma utilizado no contexto internacional. 

Qual seria então a solução para essa desigualdade? Haveríamos de ter uma língua que não fosse pertencente a nenhum país, a qual tivesse que ser aprendida por todos os povos na intenção de comunicar-se uns com os outros. Nesse caso, não haveria a supremacia de uma língua sobre as demais, mas apenas uma ‘ferramenta linguística’ que fosse capaz de estabelecer a comunicação e o diálogo entre pessoas das mais diferentes regiões do globo. 

O mais interessante disso tudo é que essa língua já existe e foi criada há muitos anos atrás, ainda no século XIX. Trata-se do Esperanto.

Em 1887, o médico polonês Luís Lázaro Zamenhof apresentou ao mundo uma proposta de língua que pudesse ser utilizada por todas as pessoas, de rápido aprendizado e fácil compreensão. A proposta de Zamenhof era que essa nova língua planejada pudesse ser utilizada para a comunicação e o diálogo eficiente entre os diferentes povos, evitando as guerras entre as nações. Essa filosofia humanista desenvolvida por L. L. Zamenhof, objetivando e valorizando o bem-estar coletivo, a paz da humanidade, a compreensão e a tolerância, ficou conhecida pelo nome de homaranismo (do esperanto, humanismo, humanitarismo).

Atualmente, o Esperanto é considerado uma língua viva, pois é utilizado como ferramenta de comunicação entre pessoas das mais diferentes localidades do mundo (cerca de 2 milhões de pessoas em 115 países), sendo inclusive uma língua reconhecida pela ONU e pela Unesco (a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Aprender Esperanto também facilita o aprendizado posterior de outros idiomas, pois sua estrutura lógica e altamente racional permite o melhor entendimento e compreensão do processo de formação de palavras e composição de frases. Trata-se do chamado efeito propedêutico. Segundo a Liga Brasileira de Esperanto, “aprender o Esperanto causa um efeito pedagógico facilitador, pois aumenta a rapidez de aprendizado em pelo menos 20%. [Fato] provado pela Universidade de Paderborn, na Alemanha”.

Se você ficou interessado, saiba que é possível aprender a língua internacional por meio de diversas plataformas da internet, podendo contar ainda com tutores gratuitos, que lhe auxiliarão em seu processo de estudo. No Brasil, o Programa Mia Amiko reúne pessoas interessadas em aprender Esperanto com renomados monitores esperantistas. Aplicativos da Google Play e App Store, como o Duolingo, também contam com lições em Esperanto para os interessados.

Imagem: https://cejnet.org.br
Hoje o Esperanto, além de língua internacional, representa também uma cultura de tolerância e respeito entre as pessoas. Sua visão internacionalista e pacifista, em prol da fraternidade e da união entre os povos, torna essa língua uma das mais belas criações em benefício da humanidade.

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domingo, 24 de março de 2019

Seis plantas ornamentais que você precisa ter em casa, de acordo com a NASA

No dia a dia estamos acostumados a ouvir notícias a respeito da poluição do meio ambiente. Sabemos que a queima de combustíveis fósseis tem ocasionado o aumento da concentração de produtos tóxicos na atmosfera, mas será que essa é a única fonte de poluição do ar que existe?

De acordo com um relatório publicado pela NASA em 1989, “Interior Landscape Plants For Indoor Air Pollution Abatement”, o próprio ser humano pode ser considerado uma fonte de poluição do espaço interno, principalmente em locais mal ventilados. O efeito se torna mais aparente principalmente quando existe uma alta aglomeração de pessoas. Além dessa poluição, também temos aquela relacionada aos produtos utilizados no dia a dia em nossas casas, como cosméticos, tintas, plásticos e desinfetantes. Esses fatores em conjunto colaboram para um fenômeno conhecido como “sick building sindrome”, algo que poderia ser traduzido em português para “síndrome dos edifícios doentes”. Cerca de 30% de todos os edifícios novos e reformados apresentaram algum tipo de poluição interna.  

A seguir, confira alguns dos principais poluentes que podem estar dentro de nossas casas e descubra seus efeitos nocivos sobre a nossa saúde:

Tricloroetileno (TCE): 90% do TCE produzido é utilizado em processos de desengorduramento dos metais e limpeza a seco. Também aparece na composição de tintas, lacas, vernizes e adesivos. Estudos demonstram a relação dessa substância com o câncer de fígado.

Formaldeído: alguns produtos comuns no nosso cotidiano podem apresentar traços dessa substância em virtude do tratamento com resinas de ureia-formaldeído, como sacolas de supermercado e papéis toalhas. Outros produtos também podem apresentar o formaldeído em sua composição, como repelentes de água, retardadores de fogo, ligantes adesivos, cigarros e querosene. A presença deste composto causa irritação das membranas dos olhos, nariz e garganta. Diante da alta capacidade de se ligar às moléculas de proteínas, geralmente está associado a dermatites de contato.

Benzeno: bastante utilizado como solvente, presente em produtos como gasolina, plásticos, tintas, óleos e borrachas. Também é utilizado no processo de produção de detergentes, explosivos, produtos farmacêuticos e corantes. É conhecido por ser um produto capaz de irritar a pele e os olhos. Apresenta potencial carcinogênico.

Xileno: presente nos escapamentos de veículos, fumaças de cigarros, tintas industriais, couros e borrachas. Está associado a irritações da boca e garganta, dores de cabeça, tonturas. Também ocasiona danos nos rins e no fígado.

Amônia: Muito comum em produtos de limpeza, principalmente limpa-vidros, ceras para piso, sais aromáticos e fertilizantes. Causa tosses, dores de garganta e irritações nos olhos.

Tolueno: trata-se de um hidrocarboneto aromático, também conhecido como metilbenzeno. É a matéria-prima utilizada na fabricação de derivados do benzeno. Sabe-se que este composto é neurotóxico e depressor do sistema nervoso central, estando presente em produtos que causam dependência, como a cola de sapateiro, além de tintas e gasolina. A exposição a essa substância também pode levar a irritações da pele e dos olhos, cefaleias, confusão e tontura.

A constatação da alta nocividade desses compostos levou alguns estudiosos a realizarem experimentos que pudessem analisar possíveis formas de contornar esse problema. Para tanto, foram investigadas diversas espécies vegetais bastante comuns no paisagismo de interiores, com o intuito de verificar quais delas eram capazes de realizar a purificação do ar em ambientes internos.

A seguir, foram separadas algumas das espécies mais comuns, presentes nesse estudo, e que podem ser facilmente encontradas em várias regiões do Brasil. Como vivemos em um país de clima predominantemente tropical, temos um ponto a nosso favor, pois essas belíssimas plantas se adaptam de forma excepcional ao nosso clima, enfeitando nossas casas e, principalmente, contribuindo para a qualidade do ar que respiramos. Lembre-se, contudo, que algumas delas podem ser tóxicas se ingeridas ou manuseadas de forma incorreta. Certifique-se de colocá-las em locais protegidos, onde não ofereçam riscos para crianças e animais domésticos.

Mother-in-law’s tongue (Sansevieria trifasciata ‘Laurentii’)

Essa planta, nativa da África, é uma das mais conhecidas no Brasil e no mundo, considerada sagrada em algumas religiões de matriz africana. Tão grande é a sua popularidade que existe uma hashtag especial dedicada a essa planta todos os domingos no Instagram, conhecida como #SansevieriaSunday.

A espécie com folhas de bordas amarelas é chamada espada de Santa Bárbara ou espada de Iansã e pertence à variedade ‘Laurentii’. Já a espécie verde escura é popularmente conhecida como espada de São Jorge ou espada de Ogum. Existem também outras variedades, como a cilíndrica, conhecida como lança de São Jorge, e as espécies em miniatura, da variedade ‘hahnii’.


É uma planta de fácil cultivo, gosta de pouca água e solo bem drenado. Uma dica é adicionar carvão vegetal moído ao solo, para enriquecê-lo e deixá-lo mais leve. Pode ser plantada em vasos ou canteiros.

As ‘sansevierias’, de um modo geral, são reconhecidas por filtrar uma grande variedade de compostos tóxicos existentes no ar, incluindo formaldeído, tricloroetileno, benzeno, xileno e tolueno. Atualmente seu uso voltou com muita força no paisagismo, trazendo o vigor da natureza e a verticalidade de sua folhagem para dentro de escritórios, salas, varandas e também espaços a céu aberto.

Peace lily (Spathiphyllum ‘Mauna Loa’)

Conhecido como lírio da paz, este aprecia lugares sombreados e é uma das poucas plantas que consegue florescer nessas condições. Apresenta densas folhagens, com diversas tonalidades de verde escuro. A bráctea que acompanha a flor durante a época de inflorescência possui cor branca e, se não podada, pode se tornar verde com o passar do tempo.


É uma planta muito fácil de cuidar, exigindo solo parcialmente úmido, mas nunca encharcado. Os estudos da NASA com essa espécie revelaram sua alta capacidade de filtrar toxinas presentes no ar, incluindo amônia, tricloroetileno, xileno, tolueno, benzeno e formaldeído. Outra curiosidade desse vegetal é sua capacidade de filtrar o mofo presente no ar, ajudando a diminuir alergias e sintomas relacionados à asma. É uma planta ideal para ser colocada no banheiro, desde que este receba alguma luz solar indireta.

Golden pothos (Epipremnum aureum)

Uma planta aérea bastante resistente. Conhecida como jiboia ou hera do diabo, essa espécie originária das Ilhas Salomão aprecia solos úmidos e locais com boa iluminação, mas sem incidência direta do Sol no período da tarde. Além de retirar substâncias nocivas do ar como formaldeído, xileno, benzeno e tolueno, também auxilia na elevação dos níveis de oxigênio em espaços internos, em virtude de seu elevado metabolismo. Deve ser plantada em terra vegetal bem drenada e colocada em locais onde possa crescer com liberdade, como debaixo de árvores.

Imagem: https://www.fnp.ae

Spider plant (Chrolophytum comosum)

O clorofito é uma planta bastante conhecida nos canteiros das praças. Necessita de adubação constante, pois consome nutrientes de forma rápida, porém cresce vigorosamente. Quando recém-plantada, deve ser protegida nos períodos de Sol mais intenso. Porém, depois de adulta, pode se adaptar bem aos locais de muita insolação. Importante ser regada com frequência em locais de climas mais secos e plantada em solo nutritivo com húmus ou esterco. Essa planta ajuda na remoção de compostos como formaldeído, xileno, tolueno e, principalmente, o benzeno. Um aspecto interessante é a capacidade que ela tem para eliminar partículas de poeira, mofo e fumaça dos espaços internos, por meio da cera presente em suas folhas.

Imagem: https://casa.umcomo.com.br

Flamingo lily (Anthurium andraeanum)

Assim com o lírio da paz, o antúrio também é uma planta que apresenta brácteas durante sua inflorescência. O contraste das brácteas vermelhas e a folhagem verde formam um espetáculo à parte, junto às suas flores brancas ou amarelas.


É uma planta que necessita de poucos caprichos, contanto que seja plantada em solo leve, rico em matéria orgânica e sempre mantido úmido. Além de ajudar a elevar o nível de oxigênio nos ambientes, esta espécie é conhecida por remover poluentes como o xileno, o formaldeído e a amônia dos espaços internos.

Dumb Cane (Dieffenbachia spp.)

Quando o assunto é ‘diffenbachia’, estamos falando de uma das plantas mais conhecidas no país: a “comingo-ninguém-pode”. O nome dessa planta já nos diz tudo: ela é extremante tóxica. Os cristais de oxalato de cálcio presentes em sua estrutura vegetal funcionam como minúsculos espinhos, causando irritação, dor e muito inchaço das partes afetadas. Todo cuidado com essa planta é pouco, por isso, deve ser colocada em local muito bem protegido.

Em virtude do grande número de acidentes, essa planta tem passado por um verdadeiro ‘planticídio’ nas últimas décadas. Basta observar o enorme material disponível na internet, condenando o uso de exemplares desse gênero como planta ornamental. Em defesa desse ser vivo, me sinto na obrigação de deixar claro que esta é uma planta muito tranquila e que não oferece nenhum tipo de perigo, desde que seja tratada de forma respeitosa e responsável por parte de quem a cultiva.

As ‘dieffenbachias’ de um modo geral merecem um capítulo à parte nos estudos desenvolvidos pela NASA. Se formos procurar as “dumb canes” na lista de plantas filtradoras de ar, veremos que elas são capazes de remover xileno e tolueno presentes no meio. Está aí um excelente motivo para você tê-las em casa.

As variedades ‘seguine’, ‘camilla’, ‘picta’ e ‘Ruldoph Rohers’ estão entre as mais conhecidas, sendo consideradas plantas extremamente fáceis de cultivar. Há uma enorme confusão quando se tenta identificar as diferentes espécies, pois algumas delas podem ser muito parecidas, variando o tamanho das folhas ou o porte da planta.


Com relação ao solo, são espécies que gostam de terra vegetal, rica em matéria orgânica, pois são nativas de florestas tropicais, como a Floresta Amazônica. Apreciam calor, mas preferem ser colocadas a meia sombra, nunca sob luz solar direta, pois o Sol pode queimar as suas belíssimas folhas.

Quando dispostas debaixo de árvores, as ‘dieffenbachias’ de maior porte crescem de forma vigorosa e desenvolvem folhas enormes, principalmente nos períodos chuvosos de verão, no início do ano. Podem ser adubadas com esterco, carvão vegetal moído e casca de ovo (uma excelente matéria-prima para produção dos cristais de oxalato de cálcio).

E aí? O que você está esperando para tornar nosso mundo mais verde? O cuidado com as plantas traz uma série de benefícios para a saúde: alívio do estresse, aumento da imunidade, melhoria das habilidades motoras e redução da pressão arterial. Ajude você também a nutrir esse mundo de luz do Sol materializada.🌞🌿 (via: Movimento Natural Vibe®)

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Fontes:

WOLVERTON, B. C. Interior landscape plants for indoor air pollution abatement. Final Report (NASA), 1989. 27 p.

VANZILE, Jon. Houseplants for a healthy home: 50 indoor plants to help you breathe better, sleep better, and feel better all year round. Simon & Schuster, Inc., 2018.




quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

A problemática do transporte nas grandes cidades


Imagem: https://www.vivadecora.com.br

Embora o transporte seja considerado um direito assegurado pela Constituição Federal de 1988 - elaborada durante o processo de redemocratização do Brasil - muitos brasileiros têm sofrido hodiernamente com as condições precárias de transporte público no país. Diante disso, convém discutir a seguinte questão: como melhorar as condições de locomoção dos brasileiros, proporcionando-lhes o mínimo bem-estar e respeitando os preceitos constitucionais fundamentados em nossa Carta Magna?

Durante a primeira metade do século XX, o modelo de produção de automóveis proposto por Henry Ford revolucionou a indústria da época. Mais tarde, após a Segunda Guerra Mundial, foi a vez do modelo toyotista, o qual permitiu elevação da produção e maior diversidade de produtos. Em meio às novas condições do pós-guerra, muitas pessoas foram, aos poucos, sendo capazes de comprar seu primeiro automóvel. 

Nos tempos atuais, os veículos automotores passaram a representar um novo "status", tornando-se um símbolo de inserção do indivíduo no "corpus social". Cabe salientar ainda que o interesse das pessoas em adquirir um veículo particular no Brasil revela outra problemática: a precariedade do sistema de transporte público no país. Muitos sofrem constantemente com ônibus e metrôs superlotados, além de trajetos exaustivos e demorados.

Diante da falta de políticas e investimentos em infraestrutura de transportes no país, os congestionamentos se tornaram um fator presente na rotina diária de milhões de brasileiros. Com o crescimento da frota de veículos nas últimas décadas, passou a haver uma superlotação das ruas e avenidas das grandes cidades brasileiras.

Tendo em vista a problemática aqui discutida, é preciso que haja maior investimento do Estado em políticas públicas e campanhas publicitárias, visando ao incentivo quanto ao uso de transportes alternativos, como as bicicletas. Concomitantemente, deve haver um ressignificação e readequação do espaço urbano, como forma de possibilitar a criação de maior número de ciclovias; além da redução da distância entre a periferia e os núcleos comerciais e financeiros dos grandes centros urbanos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Engenharia de materiais: seis dicas de livros para você ter na estante


A Engenharia de Materiais corresponde a um ramo da Engenharia bastante recente. Essa área envolve o estudo, síntese, caracterização e produção de materiais de diversos tipos, desde os mais conhecidos, como variados tipos de metais, até os mais complexos, como os nanocompósitos.

De acordo com Libardi (2014), coordenador do curso de Engenharia de Materiais da UFSCar, os estudos referentes aos materiais requerem do estudante um amplo domínio de Física e Química, além de vasto conhecimento de Matemática. Trata-se de um curso muito amplo dentro das Ciências Exatas e que envolve grande interdisciplinaridade.

O desafio do estudante que decida se embarcar por essa fascinante área é, antes de tudo, desenvolver uma sólida base teórica a respeito da estrutura e propriedades da matéria, aliado a um completo conhecimento da resistência dos materiais e um domínio considerável de conceitos básicos da física moderna.

Foi um enorme desafio, diante disso, escolher um número tão limitado de livros que pudesse ofertar ao estudante uma bagagem mínima de conhecimento, capaz de lhe permitir uma compreensão inicial da Ciência e Engenharia dos Materiais. Essa lista foi elaborada conforme o conteúdo de cada livro, o qual é de suma importância, mas também com base na acessibilidade do livro, mediante as faixas de preços mais em conta. Por isso, é bom deixar claro que, para alguns casos, poderão existir outras obras mais conhecidas e renomadas no mercado, porém com faixas de preços maiores. Tais livros foram colocados como sugestões alternativas, caso o leitor tenha interesse em adquirir algum deles.

1. Engenharia de Materiais Para Todos (2ª Edição)


Esta obra é uma forma de permitir o primeiro contato do estudante com a Engenharia de Materiais. Aqui o leitor irá encontrar respostas para diversas perguntas iniciais: o porquê de aprender mais sobre essa ciência, como é a inserção no mercado de trabalho, além de encontrar capítulos destinados a explicar as quatro grandes classes de materiais: metais, materiais cerâmicos, polímeros e compósitos.


Sinopse: Desde a Antiguidade, os materiais têm uma influência muito grande sobre todas as atividades das pessoas, porque tudo o que tem de ser construído concretamente precisa da disponibilidade de algum material adequado. Hoje se conhecem os materiais em profundidade. Estamos num ciclo interessante, no qual, com novos materiais, se pode pensar em novas coisas; ao pensar em novas coisas, pode-se buscar novos materiais. Nesta segunda edição foram adicionados três novos e interessantíssimos capítulos sobre nanomateriais, biomateriais e informação tecnológica. Os alunos e professores do Ensino Médio e os estudantes dos primeiros anos de todos os cursos de Engenharia encontrarão conceitos apresentados de modo acessível sobre cerâmicas, metais, polímeros e compósitos.

2. Princípios de Ciência dos Materiais (1ª Edição)

Este livro é um clássico dos anos 70, época em que a Engenharia de Materiais ainda era algo muito recente. Apesar de ter havido muitas reimpressões desde essa época, não houve uma nova edição após sua primeira tradução para o Português. Entretanto, trata-se de uma obra completíssima, com desenhos, exercícios e variadas sugestões de leitura ao fim de cada capítulo. Destaca-se que o autor (Lawrence H. Van Vlack) é citado em referências do livro do Callister, o próximo da lista. Você pode encontrar essa obra em sebos espalhados pelo país por preços bastante acessíveis.


Sinopse: O campo de ciência dos materiais vem se desenvolvendo rapidamente devido ao reconhecimento de que princípios científicos idênticos se aplicam às propriedades dos metais, dos materiais inorgânicos não metálicos e dos materiais orgânicos. No passado, tecnologias individuais foram desenvolvidas para materiais diferentes, porque esses princípios amplos e sua aplicabilidade geral não havia sido reconhecida. Recentemente possível estabelecer uma tentativa para os fundamentos gerais das ciências dos materiais, transcendendo os detalhes da tecnologia corrente nesses campos. Em particular, o notável sucesso que a metalurgia tem tido, correlacionando as propriedades estruturais, levou à adoção dessa metodologia para materiais polimerados” (Publicação do Departamento de Metalurgia e Ciência dos Materiais do “Massachusetts Institute of Technology”, 1961). É nossa intenção, ao apresentar a edição brasileira da obra de Van Vlack sobre Ciência dos matérias, já reconhecida e utilizada entre nós há vários anos, tornar clara a necessidade da existência de livros, em língua portuguesa, que forneçam aos estudantes das Universidades Brasileiras o conhecimento moderno para os estudos fundamentais de materiais. Visamos, assim, uma posterior aplicação na utilização prática de materiais de construção em engenharia civil, mecânica, metalúrgica, química, naval, aeronáutica, de minas, de eletricidade, eletrônica, e outras a qual é fundamental ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

3. Ciência e Engenharia dos Materiais: Uma Introdução (9ª Edição)

De todos os livros da área, este é considerado o mais renomado e clássico de todos. Trata-se da "Bíblia" da Ciência e Engenharia de Materiais. Repleto de ilustrações, com figuras e gráficos coloridos, além de papel de ótima qualidade, esse livro é um dos mais bonitos e completos da área. Apesar de caro, vale a pena o investimento para estudantes da área.


Sinopse: A partir de um enfoque capaz de levar os leitores a compreender, desenvolver e usar diferentes matérias-primas, a nona edição de ''Ciência e Engenharia de Materiais — Uma Introdução'' foi primorosamente elaborada para que profissionais e estudantes possam verificar a importância das diferentes tecnologias de utilização e aprimoramento de materiais. Com uma didática que propicia a aplicação da teoria na prática, este livro apresenta aos leitores estudos detalhados de casos a fim de contribuir para a iniciação e o desenvolvimento de habilidades na investigação de propriedades da Engenharia de Materiais somadas aos das ciências nas áreas de Química, Física, Metalurgia, entre outras. Esta obra proporcionará os conhecimentos básicos para propor soluções e inovações aos problemas de aplicações técnicas, econômicas e ambientais da indústria com a utilização de materiais nos processamentos e composições necessários à fabricação de produtos.

4. Química: Um Curso Universitário (4ª Edição)

Tentar compreender a Ciência dos Materiais sem o mínimo domínio da Química é uma tarefa praticamente impossível. Diante disso, convém que o leitor possua um exemplar capaz de atender a essa necessidade. O livro de Química de Myers e Mahan é completíssimo e bastante recomendado em algumas ementas de Química em Universidades Federais. Embora traga poucos desenhos, o texto em si é muito amplo e completo, sendo importante que o leitor tenha boa formação em Química do Ensino Médio para compreensão de determinados assuntos. O estudo concomitante com o livro do Atkins é um forma de melhorar ainda mais os estudos, uma vez que este último é mais  conceitual e de leitura mais leve, ideal para quem está começando.


Sinopse: O texto de Mahan tem sido adotado nos melhores Cursos Universitários ao longo de mais de duas décadas, e certamente continuará recebendo a preferência dos docentes mais exigentes ou experientes, por uma simples razão: nele, os fundamentos da Química são apresentados em estado de arte, com muita profundidade e riqueza de detalhes. Essa qualidade está se tornando escassa na maioria dos textos recentes, que exploram excessivamente a imagem, com o uso das cores e ilustrações para tornar a leitura mais leve, em detrimento do conteúdo, em si.

Sugestão 2: Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente (Atkins).

5. Mecânica dos Materiais (8ª Edição)

Conhecer os esforços solicitantes internos nos materiais e o estado geral de deformações e tensões é uma das habilidades que o estudante deve ter para adentrar nessa área da engenharia. O livro de Gere e Goodno é bastante conceituado e utilizado em Universidades da Inglaterra, assim como o livro do Hibbeler. Em termos de teoria e demonstrações de fórmulas, este último consegue trazer explicações ainda mais didáticas.

 
Sinopse: Este livro tem como objetivo oferecer um conjunto de ensinamentos sobre resistência e desempenho físico de estruturas, em obras realizadas pelo homem ou em eventos naturais. Esta nova edição de Mecânica dos materiais traz exemplos que ilustram os conceitos teóricos e mostram como eles podem ser utilizados em situações práticas, incluindo demonstrações gráficas dos resultados. Estruturado de forma que os conceitos teóricos sejam ilustrados por exemplos que podem ser aplicados em situações práticas, incluindo demonstrações gráficas dos resultados, a obra traz estes tópicos principais: análise e projeto de membros estruturais submetidos a tração, compressão, torção e flexão, conceitos de tensão e alongamento, deformação e deslocamento, elasticidade e plasticidade, energia de deformação e capacidade de suportar carga. Tópicos de interesse geral também estão presentes, como transformações de tensão e deformação, cargas combinadas, concentrações de tensão, deflexões de vigas e estabilidade de colunas. Além disso, tópicos especializados incluem efeitos térmicos, cargas dinâmicas, membros não prismáticos, vigas de dois materiais, centros de cisalhamento, momentos fletores, centroides e momentos de inércia.

Sugestão 2: Resistência dos Materiais (Hibbeler).

6. Física Moderna: Origens Clássicas e Fundamentos Quânticos (2ª Edição)

Este livro nada mais é que uma introdução ao mundo da física quântica, aliado aos conceitos da relatividade. O interessante é que seus capítulos são ordenados da mesma forma em que a física moderna foi desenvolvida ao longo do século XX, incluindo um capítulo inicial a respeito da noção primordial do átomo pelos gregos - o que traz um diferencial comparado a outras obras do assunto. Outro clássico é o livro de Eisberg e Resnick, ideal para aqueles que desejam compreender a teoria quântica mais a fundo.


Sinopse: Em sua segunda edição, ''Física Moderna'' mantém a qualidade e a clareza do texto, desvendando aspectos históricos e servindo a professores como fonte e inspiração de configurações de cursos dos mais variados níveis. Os autores mostram que, apesar da enorme diferença de volume de nosso conhecimento quanto ao princípio, não estamos muito longe dos gregos antigos ao tratar a estrutura da matéria usando a ideia do famoso brinquedo russo: a matriosca. O núcleo do livro é a discussão dos novos fenômenos que levaram à criação de um novo enfoque para a Física: a Mecânica Quântica. Entre os conteúdos que mais apresentam atualizações, destacam-se aqueles referentes às concepções clássicas sobre a natureza da luz, à relatividade restrita, à radioatividade, ao modelo atômico de Bohr e às aplicações da equação de Schrödinger, com reflexos no aumento significativo do número de exercícios e figuras. Um livro capaz de guiar o estudante no mundo da Física Moderna, escrito por dois jovens professores no início do século XXI sobre a revolução científica do início do século XX.

Sugestão 2: Física Quântica: Átomos, Moléculas, Sólidos, Núcleos e Partículas (Eisberg e Resnick).

Fontes:

LIBARDI, W. Um curso de graduação em engenharia de materiais. In: RODRIGUES, J. A.; LEIVA, D. R. (Org.). Engenharia de materiais para todos. 2ª Ed. São Carlos: EdUFSCar, 2014. p. 19 – 25.

Imagens e sinopses dos livros obtidas em: https://www.amazon.com.br/

domingo, 16 de setembro de 2018

Sete grandes obras públicas que você precisa conhecer


Em tempos de eleição, que tal fazermos um tour por algumas das obras públicas mais populares em Brasília e em Minas, criadas por nosso famoso arquiteto Oscar Niemeyer?

Aprender um pouco mais sobre nossa arquitetura contemporânea é também uma forma de reconhecer a importância de nossas instituições públicas para o exercício pleno da democracia.

Palácio da Alvorada

A residência oficial do Presidente da República.

Imagem: https://www.poder360.com.br

Palácio do Jaburu

A residência oficial do Vice-presidente da República.

Imagem: https://noticias.r7.com

Palácio do Planalto

O local de trabalho do Presidente da República.

Imagem: https://www.flickr.com/photos/aragao/8528481315

Palácio do Congresso Nacional

A instituição política que exerce o poder legislativo, composta pela Câmara dos Deputados e o Senado.

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Supremo Tribunal Federal

A mais alta instância do poder judiciário brasileiro. Nossa Suprema Corte.

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Procuradoria Geral da República

Edifício sede da Procuradoria Geral da República. Um projeto que também faz parte do plano piloto de Brasília.

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Cidade Administrativa (Minas Gerais)

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Prédio Tiradentes
Imagem: https://lovantino.wordpress.com

Prédio Minas e Prédio Gerais

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Auditório JK
Imagem: https://www.tripadvisor.com.br

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