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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Concreto aparente: trazendo elegância e modernidade às construções


Elegante, moderno e despojado: estas são apenas algumas das muitas qualidades que podem ser dadas ao concreto aparente. Seu uso foi bastante comum nas décadas de 60 e 70 em obras modernistas e brutalistas, como as do arquiteto Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas. Hoje as construções com concreto aparente contam com a ajuda cada vez maior da tecnologia, uma vez que o aspecto estético deste tipo especial de concreto depende de um perfeito controle dos insumos e de processos bem executados de moldagem e acabamento superficial.

Ruy Ohtake: Hotel Unique, São Paulo. Fonte: http://www.hoteliernews.com.br

Por ser uma mistura heterogênea, a cor do concreto dependerá essencialmente das características dos insumos, sendo este um material difícil de ser trabalhado quando se objetiva um aspecto visual uniforme em construções que recorram à sua utilização sob a forma mais elementar possível. É preciso que se tenha um controle rigoroso da areia utilizada, a qual deve exibir uma granulometria padrão e mesma coloração. De fato, os insumos mais finos são aqueles que irão gerar maior impacto sobre a cor do concreto, sendo de fundamental importância o restrito controle do tipo de cimento Portland adotado, além dos aditivos utilizados. Pode-se, em alguns casos, fazer uso de pigmentos minerais como forma de compensar a variação de cor.

Sotero Arquitetos: Casa do Bomba, Chapada Diamantina. Fonte: https://www.archdaily.com.br

O aspecto final do concreto aparente é muito influenciado pelo processo de desmoldagem. O uso de fôrmas em bom estado de conservação e de desmoldantes especiais são imprescindíveis para um bom acabamento. Além disso, embora o concreto possa ser utilizado tanto em ambientes internos quanto externos, é bom deixar claro que se deve ter o cobrimento mínimo recomendado em norma conforme a classe de agressividade do ambiente. Em alguns casos, pode ser necessário o recobrimento da superfície com produtos de base hidrofugante ou formadoras de película, como vernizes 100% acrílico, poliuretânico ou de base epóxi. Existem proteções foscas e com brilho, devendo ser utilizada aquela que mais se adequar ao projeto e às especificações arquitetônicas.

Anacleto Angelini/ Alejandro Aravena: Centro de Inovação UC, Chile. Fonte: https://www.curbed.com

Dentre as vantagens de utilização do concreto aparente, além da beleza e estética despojada, tem-se a economia com serviços de acabamento posteriores como emboço, chapisco, reboco e uso de revestimentos cerâmicos. Contudo, como nem tudo são flores, a mão de obra para execução do concreto aparente é pequena e bastante restrita, sendo por isso consideravelmente cara. Cabe pontuar ainda que o controle, preparo e recebimento do concreto, bem como o processo de cura, são extremamente rigorosos, o que leva a uma menor produtividade em canteiro de obras.

Christian de Portzamparc: Cidade das Artes, Rio de Janeiro. Fonte: https://www.archdaily.com.br

De qualquer forma, hoje algumas construções em concreto aparente se tornaram verdadeiras obras de arte. Podemos encontrar pelo mundo afora uma vasta aplicação do material nos mais diversos tipos de construções, incluindo museus, viadutos, estações de metrô e edificações residenciais e comerciais, como restaurantes e hotéis.

Oscar Niemeyer: Palácio do Itamaraty, Brasília. Foto de Leonardo Martins. Fonte: https://www.flickr.com

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domingo, 28 de maio de 2017

Casas de madeira e sistema log home: fique por dentro


Imagem: http://www.interior-idea.com/log-home5.html

O uso da madeira em edificações não é algo tão recente. Atualmente, porém, novas tecnologias têm permitido a execução de sistemas estruturais em intervalos de tempo cada vez menores.  As casas no sistema construtivo log home são geralmente construídas com toras de madeira maciça, constituindo uma alternativa ecológica para manutenção do conforto térmico. Hoje em dia, a montagem por meio dos chamados painéis autoportantes tem chamado cada vez mais atenção, justamente pelo fato da facilidade de construção e menor prazo de execução.

Painel autoportante de madeira.
Imagem: https://br.pinterest.com/explore/log-homes-kits/

As residências log home são bastante comuns em países do hemisfério norte, como Estados Unidos, Canadá e Finlândia. É comum encontrar cabanas desse tipo em diversas regiões, incluindo praias, florestas e campos, sendo comumente chamadas de log cabins. No Brasil, as edificações que fazem uso deste sistema construtivo passaram por um verdadeiro processo de “tropicalismo”, de forma que houve uma mescla com elementos de nossa arquitetura clássica, como o concreto, a alvenaria cerâmica e os azulejos, principalmente nas áreas molhadas, como banheiros e cozinhas. O resultado foram casas realmente aconchegantes e diferenciadas.

Imagem: http://www.swissmtloghomes.com/

As log homes são normalmente executadas com madeira tratada, oriunda de reflorestamento. O pinus é geralmente a madeira mais utilizada para paredes e divisórias, devido à sua maior leveza, enquanto nas estruturas de telhados é bastante comum o uso do eucalipto. Em alguns casos tem sido frequente a utilização de painéis de vidro para permitir a iluminação natural do espaço interno, trazendo ainda mais conforto e beleza a estas construções.

Imagem: https://timberwolfhandcrafted.wordpress.com/log-hybrid-photos/
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domingo, 23 de abril de 2017

Os seis tipos mais comuns de madeiras utilizadas nas construções


A madeira a ser utilizada em construção civil se divide em dois grupos principais, a saber: madeira maciça e madeira industrializada. A madeira maciça poderá ser roliça, falquejada ou serrada. No caso das madeiras industrializadas, podemos separá-las em compensados, laminados e madeira recomposta.

Madeira roliça: utilizada na forma de troncos sem a casca, é comumente usada em escoramentos de fôrmas, postes e colunas. Os tipos mais comuns no Brasil são o eucalipto e o pinho-do-paraná. 

Madeira roliça em sistema de cobertura.
Imagem: www.ecotrat.com.br

Madeira falquejada:
trata-se de madeira obtida por meio de corte com machado, de forma que as partes laterais são retiradas, formando uma peça de seção retangular. Seu uso é mais comum em antigos dormentes de madeira, estacas, cortinas cravadas e pontes.

Vigas falquejadas de madeira de demolição.
Imagem: http://www.imperiumbrasil.com.br

Madeira serrada:
os troncos são serrados por meio de serras especiais e divididos em diversas lâminas ou pranchas, de acordo com a espessura desejada. A madeira deve passar por processo de secagem adequado para evitar danos na estrutura, como empenamentos e fendilhamentos. Muito utilizada em treliças de cobertura, incluindo terças, ripas e caibros.

Peças de madeira serrada empilhadas.
Imagem: http://eucatratus.com.br

Madeira compensada:
bastante utilizada em portas, armários e divisórias. É formada por meio da colagem de três ou mais camadas ou lâminas, alternando a direção das fibras em ângulo de 90°. Vale mencionar que num compensado o número de lâminas será ímpar (3, 5 ou mais lâminas).

Placas de compensado pinus.
Imagem: unicompen.com.br

Madeira laminada e colada (MLC): fabricada por meio da colagem, com adesivos e alta pressão, de lâminas de madeira com fibras em direção paralela. Quando as lâminas são muito finas (1 a 5 mm de espessura), fala-se em microlaminados. Trata-se de um produto mais homogêneo que a madeira serrada, pois não há a presença de nós indesejáveis, o que permite formar peças de grande comprimento, dentre elas, vigas de seção retangular. Seu preço, entretanto, é mais elevado.

Estrutura com MLC.
Imagem: http://madeiralaminadacolada.com

Madeira recomposta: é um produto geralmente encontrado na forma de placas, fabricado por meio de serragem e resíduos de madeira compensada, convertidos em flocos e colados sob pressão. No caso dos famosos painéis OSB (Oriented Strand Board), utilizam-se pequenas lascas de madeira com as fibras orientadas e coladas sob alta temperatura. O OSB possui reduzida massa específica e é bastante comum na Europa e América do Norte, tendo sua utilização voltada para painéis diafragmas, almas de vigas I compostas, revestimentos de piso e cobertura. 

Ambiente com divisórias e decoração em painéis OSB.
Imagem: http://www.tracodarquitetura.com.br

Fonte:

PFEIL, W.; PFEIL, M. Estruturas de madeira. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2015.

domingo, 19 de março de 2017

Armadura ou armação: qual a diferença?


As armaduras podem ser descritas por uma série de nomes. E, no dia-a-dia dentro dos canteiros de obras, as diferentes terminologias são usadas tão frequentemente que, muitas das vezes, acabam passando por despercebidas. Entretanto, na hora de escrever um relatório técnico, um artigo ou uma dissertação, por exemplo, é importante estarmos atentos para evitar possíveis equívocos e não se fazer confuso. Vamos então às nossas dúvidas.

Armadura de aço em pilar de concreto armado.
Imagem do autor.

Armadura ou armação? Quando usar?

Como sabemos, o concreto resiste bem aos esforços de compressão e o aço é utilizado para resistir principalmente aos esforços de tração. Bom, quando quiser descrever a estrutura metálica, composta por barras de aço que passam por dentro de uma viga, laje ou pilar, dê preferência ao termo armadura

Armação é o ato de execução e posicionamento de uma armadura. De forma mais específica, a armação é um conjunto de atividades que vão desde a preparação da armadura até o posicionamento desta dentro do elemento estrutural.

E as ferragens e vergalhões?

Quando usamos o termo ferragem, damos a impressão de que estamos falando de armaduras montadas com barras de ferro, o que não é o caso. O ferro (Fe) é um dos elementos constituintes do aço, mas não se pode tomá-los como sinônimos. Para ser mais específico, o aço é uma "mistura" de ferro e carbono, com traço de alguns outros metais. Em tese, a ferragem propriamente dita seria menos resistente que o aço e, em razão disso, talvez nem sequer poderia ser utilizada em elementos de concreto armado. 

Vergalhão também é um termo bastante comum utilizado no ramo da construção civil. Seu uso é mais abrangente, podendo ser indicado para se referir às barras de metal de seção cheia, como aquelas usadas nas armaduras de concreto armado. Simples, não? 👷

Vergalhões ou barras de aço para construção civil.
Imagem: http://www.leroymerlin.com.br

Fontes:

segunda-feira, 13 de março de 2017

Uma viagem pelo mundo: seis construções de madeira que vale a pena conhecer


Que tal conhecer um pouco das construções de madeira espalhadas pelo mundo afora? Fique por dentro de algumas das mais curiosas obras executadas com este material ao redor do globo. É arte, é engenharia, é arquitetura! 🌏

Prédio Puukuokka, Finlândia

O Prédio Puukuokka, vencedor do Finlandia Prize for Architecture 2015, foi um dos primeiros prédios feitos com madeira laminada pré-fabricada. Um modelo de construção de madeira em arquitetura moderna.

Imagem: http://www.institutobramante.com.br

Shopping Iguatemi de Fortaleza, Brasil

Puxando a sardinha para o nosso lado, a maior estrutura de madeira do Brasil é o Shopping Iguatemi, em Fortaleza, Ceará. A estrutura de madeira com 4500 m² foi executada com madeira laminada colada.

Imagem: http://www.keyword-suggestions.com

Templo Horyu-Ji, Nara, Japão

O complexo de Horyu-Ji, no Japão, conta com três templos. O primeiro data de 700 d.C. e é considerado a construção de madeira mais antiga no mundo.

Imagem: http://www.timetravelturtle.com

Ascension Cathedral, Almaty, Cazaquistão

A Ascension Cathedral, também chamada de Zenkov Cathedral, está localizada em Almaty, Cazaquistão. Essa Igreja Ortodoxa Russa é famosa por ser uma construção em madeira sem nenhum prego em sua estrutura.

Imagem: http://www.advantour.com

Edifício Grupo Tamedia, Zurique, Suíça

O maior edifício de madeira do mundo, com sete andares e vencedor do Prêmio Pritzker 2014, foi encomendado pelo grupo multimídia Tamedia. Todas as suas peças foram fabricadas em ateliê e depois montadas no lugar.

Imagem: http://www.e-architect.co.uk

Metropol Parasol, Sevilha, Espanha

O Metropol Parasol é considerado a maior estrutura de madeira do mundo. Sua construção começou no ano de 2005 e terminou em 2011, tendo um custo estimado em 90 milhões de euros. O piso subterrâneo abriga um museu com vestígios de escavações arqueológicas romanas e árabes.

Imagem: http://www.quadrainterior.com.br



Imagem: http://www.itsliquid.com/j-m-h-metropol-parasol.html

Fontes:

sábado, 11 de março de 2017

Pavimentos flexíveis com CBUQ e PMF: qual a diferença?


Os pavimentos flexíveis, conforme o próprio nome indica, são pavimentos que sofrem flexão quando estão sujeitos às cargas do tráfego. Tais pavimentos são, em geral, revestidos com materiais betuminosos ou asfálticos.

Pavimentação asfáltica da pista do Circuito dos Cristais (Curvelo-MG).
Imagem do autor (visita técnica realizada em março de 2016).

Nos pavimentos flexíveis podem ser usados basicamente dois tipos de misturas: a mistura a quente ou a mistura a frio. Para o primeiro caso, o mais comum é o concreto betuminoso usinado a quente, conhecido pela sigla CBUQ. No segundo caso, costuma-se utilizar com maior frequência o concreto asfáltico pré-misturado a frio, indicado pela sigla PMF. 

A principal diferença entre o CBUQ e o PMF está no ligante asfáltico, responsável pela união dos agregados minerais (pó de pedra, filler, brita, etc.).

No CBUQ o ligante é o CAP (cimento asfáltico de petróleo), uma mistura semi-sólida à temperatura ambiente que necessita de aquecimento para se misturar aos agregados. No caso do PMF, utiliza-se uma emulsão asfáltica, onde o cimento asfáltico é pulverizado num moinho especial com uma solução de água e tensoativo (emulsificante). 

Como o PMF possui menor durabilidade quando comparado ao CBUQ, sua utilização se restringe a vias de baixo tráfego. O CBUQ é ideal para rodovias, pois suporta cargas pesadas. Entretanto, o PMF é muito mais barato que o CBUQ (quase metade do valor), razão essa que o torna muito utilizado em diversas obras de pavimentação pelo Brasil afora.

Fontes:


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Como é feita a implosão de um edifício?


Imagem: https://br.pinterest.com
/fabiomelosu/building-implosion/
Uma implosão, no sentido mais específico da palavra, seria algo como uma explosão para dentro, ocasionada pela diferença entre as pressões interna e externa. Por exemplo, um tubo de vidro em que o ar é bombeado para fora pode implodir, pois a sua pressão interna se torna muito inferior à pressão atmosférica. Fica evidente que o termo implosão utilizado para se referir ao desmonte de edifícios por meio de explosivos não é uma implosão propriamente dita, embora a expressão tenha se consagrado pelo uso.

A chamada implosão controlada é a maneira mais prática de se realizar o desmonte de uma edificação, em grande parte dos casos. De maneira geral, seu uso será mais conveniente quando for considerado o fator rapidez e custo (uma vez que é mais barata do que a demolição convencional) ou quando houver risco de colapso iminente do edifício. Em estruturas com mais de quatro andares a implosão pode ser a única alternativa, pois o uso de máquinas para realização da demolição convencional deixa de ser viável.

Como não há norma específica para implosões de edificações no Brasil, algumas empresas costumam recorrer à NBR 9653, a qual trata dos efeitos de desmonte de rochas com o uso de explosivos em áreas urbanas. Segundo essa norma, a velocidade máxima permitida para as partículas lançadas pela explosão será de 15 mm/s. Tal velocidade é dimensionada para oferecer segurança a casas próximas a pedreiras, sem fundações e feitas com material de baixa qualidade. Na zona urbana a qualidade das casas do entorno costuma ser superior, o que nos garante um fator de segurança ainda maior. 

Outro fator relevante para garantir uma detonação segura é observar as características da vizinhança. O perímetro de segurança é determinado com base no tamanho do prédio e na quantidade de explosivos necessária. Quando existem edificações muito próximas do edifício a ser implodido, uma alternativa é abrir um rasgo no prédio por meio de máquinas, alcançando a distância mínima necessária antes de realizar a detonação. Cabe ressaltar que o envelopamento do prédio com telas de proteção constitui mais uma segurança extra, evitando o lançamento de partículas e fragmentos no entorno. Além disso, sismógrafos de engenharia e geofones podem ser instalados para verificar se as edificações vizinhas sofreram algum dano durante a implosão.

A detonação propriamente dita dos explosivos acontece nos suportes da estrutura. Além das visitas in loco e simulações computacionais em 3D, a execução da implosão deve ser precedida pela autorização de uma série de órgãos, incluindo a Prefeitura, a Defesa Civil e o Exército, este último sendo responsável pelo controle do uso de explosivos e produtos químicos no país. Empresas de energia elétrica e de telefonia também podem ser previamente informadas, a fim de evitar contratempos e prevenir outras possíveis periculosidades. 

Antes de implodir o edifício é recomendável que se faça a retirada da alvenaria dos primeiros andares, para que esta não atrapalhe a queda do prédio após a detonação dos suportes. Outras informações importantes, como o tipo de ferragem e a qualidade do concreto, podem ser obtidas durante o furo dos pilares para instalação dos explosivos. O uso de dinamite é mais indicado para pilares de concreto. Em colunas de aço é utilizado um explosivo especial conhecido como RDX, o qual consegue fatiar o aço.

A implosão controlada é assim chamada porque os explosivos em cada pavimento são detonados de cima para baixo com uma diferença de frações de segundo, sendo isso o que permite o sucesso da operação. Se as detonações forem feitas a um só tempo, as cargas dos explosivos se somam, ocasionando uma implosão de grande impacto. Geralmente costuma-se detonar os pilares dos três primeiros andares, mas em edifícios muito altos é necessário realizar uma detonação extra na porção intermediária da estrutura. 

Uma vez que os pilares responsáveis pela sustentação da estrutura são detonados, o edifício perde seu equilíbrio estático e passa a se comportar como uma estrutura hipostática. A própria gravidade acaba por finalizar o processo, levando o prédio à ruína. Quando o objetivo é levar a estrutura a sofrer um colapso vertical sobre sua própria planta, uma opção é fazer inicialmente a detonação dos pilares do centro do prédio, de forma que suas laterais caiam para dentro.

O vídeo abaixo mostra a implosão controlada do edifício AfE-Turm, em Frankfurt, Alemanha (considerada a maior implosão controlada já realizada na Europa)*.



*Dados de 2014.

Fontes:

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Três documentários para aficionados por ciência e engenharia

Se você anda em busca de inspiração ou está interessado em saber um pouco mais sobre ciência e engenharia, então está mais do que na hora de conhecer os três documentários que separei abaixo. Assista e divirta-se!

Obras Incríveis (MegaStructures) – NatGeo 

Imagem: https://www.emaze.com

Se você tem curiosidade em saber como foram construídas algumas das obras de engenharia mais imponentes já feitas pelo homem ao redor do mundo, esse programa exibido pela National Geographic Channel é o que há de melhor no assunto. Dois documentários que merecem destaque são os que mostram a construção do Viaduto de Millau, na França, e o maior arranha-céu do mundo, o Burj Khalifa, em Dubai. É pura inspiração.

Megaconstruções (Extreme Engineering) – Discovery Channel

Imagem: http://next-episode.net/extreme-engineering/season-3

Esse programa de televisão, assim como o "Obras Incríveis" da NatGeo, é um dos melhores quando o assunto é construção civil. Se você nunca assistiu, sugiro que comece vendo o episódio que relata a construção do Túnel de Boston ou Big Dig, um dos projetos de engenharia civil mais complexos, ousados e caros do mundo. Vale a pena conhecer.

Ciência Nua e Crua (Rough Science) - BBC

Imagem: http://www.ciencianuaecrua.tk/

"Rough Science" nada mais é que um reality show em forma de documentário feito pela BBC. Uma lição de criatividade para os aficionados por Ciência, onde um grupo de cientistas recebe a incumbência de criar coisas mirabolantes, em apenas três dias, por meio de materiais encontrados na natureza ou em locais abandonados. Nesta série você vai aprender como se usa a Química, a Física, a Botânica, a Geologia, etc. da forma mais prática possível, em meio a poucos recursos. 

Ciência Nua e Crua não deixa de ser uma série voltada para a engenharia, uma vez que coisas são construídas e tarefas são executadas por meio da aplicação da Ciência, porém da maneira mais primitiva e braçal possível. Já pensou, por exemplo, em tirar uma fotografia usando sais de prata de pedras retiradas de uma mina? E que tal construir um foguete, lançá-lo pelos ares com um ovo dentro, devendo este último retornar intacto para a terra? Legal, não?

Grande parte dos episódios e documentários citados aqui estão disponíveis no YouTube. Tenho certeza de que se você gosta de ciência e engenharia, então vai gostar de todos eles. Não deixe de vê-los depois e não se esqueça de contar aqui o que você achou. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Concreto de alto desempenho (CAD): fique por dentro


Concreto de alto desempenho (CAD) é qualquer concreto com elevada resistência à compressão, geralmente superior a 40 MPa. Tais concretos têm sido adotados em um número cada vez maior de projetos, em virtude da maior durabilidade, baixa porosidade e grande resistência ao ataque de agentes agressivos, além é claro, da alta resistência mecânica.

O CAD normalmente recebe adições minerais e outros aditivos, como estabilizadores de hidratação e superplastificantes, com o objetivo de aumentar a resistência e trabalhabilidade da mistura. 

Entre as adições minerais mais comuns cita-se a sílica ativa (ou microssílica) e o metacaulim. Com relação à primeira, esta é formada por partículas tão pequenas, que um grão de cimento chega a ser até 100 vezes maior. Em virtude do diminuto tamanho, os grãos de sílica acabam por preencher os vazios entre os grãos maiores, aumentando a compacidade e impermeabilidade.


Imagem: http://www.tecnosilbr.com.br

Tanto o metacaulim quanto a sílica ativa possuem elevada superfície específica e considerável teor de óxidos na fase amorfa (não cristalizada). Estes seus constituintes reagem com o hidróxido de cálcio, resultante da hidratação do cimento, formando compostos com propriedades aglomerantes.

Considerando os concretos de mais alta resistência à compressão já produzidos no Brasil, o edifício e-Tower, em São Paulo, é uma das obras que apresentou o concreto mais resistente até hoje (125 MPa aos 28 dias).


Edifício e-Tower, São Paulo.
Imagem: http://www.spcorporate.com.br

O CAD é bastante utilizado nas obras de arte especiais e de infraestrutura urbana, as quais necessitam de elevada resistência mecânica para resistir aos esforços a que estão submetidas. Outra aplicação do concreto de alto desempenho é na construção de pilares, pois permite a redução da seção do elemento estrutural, garantindo projetos arquitetônicos mais limpos e com ganho de espaço interno.

Fontes:

domingo, 6 de novembro de 2016

Os 6 tipos mais comuns de pontes


"Construímos muros demais e pontes de menos." (Isaac Newton)


Ponte é uma construção, mais precisamente uma OAE (Obra de Arte Especial), executada com a finalidade de transpor um obstáculo, garantindo a passagem de pessoas, veículos, animais, etc. Quando o obstáculo a ser vencido não tem água, a ponte recebe o nome de viaduto.

Existe uma série de classificações de pontes, que varia segundo o tipo de material utilizado, comprimento, seção transversal, natureza do tráfego, entre outros. Nossa classificação será feita com base nos tipos mais comuns observados e levando em conta o aspecto construtivo-estrutural:

Ponte em viga: é o tipo mais simples de ponte, formada por uma viga horizontal suportada por pilares em ambas as extremidades. Um exemplo é a ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói).


Ponte em arco: nessa ponte a carga é transmitida ao longo da curvatura do arco até os suportes. Este tipo pode ser construído com materiais dos mais tradicionais aos mais modernos. Lembrando que o tabuleiro da ponte pode se situar na porção superior, inferior ou até intermediária do arco. A ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, no Paraguai, é um ótimo exemplo de ponte em arco com tabuleiro superior.


Imagem: http://viajarpelomundo.com.br/

Ponte treliçada: ponte feita com estrutura de treliça. Seu uso é tão comum que pode ser vista associada a outros tipos de pontes, constituindo um tipo de estrutura mesclada, como as pontes em arco com treliças. Numa ponte treliçada, as estruturas de sustentação são triângulos, conhecidos por garantir estabilidade ao conjunto. Os materiais mais utilizados são madeira ou metal. Um exemplo típico é a ponte Jacques Cartier, em Montreal, no Canadá.

O interessante é que atualmente houve uma reinterpretação das estruturas tradicionais em treliças, o que tem levado à criação de pontes de estilos inovadores, fugindo do formato triangular padrão. Um bom exemplo é a ponte Hans-Wilsdorf, no centro de Genebra, na Suíça.


Imagem: www.flickr.com

Ponte estaiada: tipo de ponte conhecido por possuir mastros de onde partem cabos responsáveis por sustentar os tabuleiros da ponte. É atualmente uma das opções mais comuns quando o objetivo é vencer grandes vãos. Quando os cabos partem quase paralelos uns aos outros, ao longo do mastro, fala-se em ponte estaiada tipo harpa; já quando os cabos de sustentação partem do topo do mastro, fala-se em ponte tipo leque. Um exemplo clássico de ponte estaiada tipo harpa é o viaduto de Millau, na França.

Ponte pênsil ou ponte suspensa: é suportada por um sistema de cabos e mastros. Os cabos principais vão de um mastro a outro formando uma "parábola" (mais precisamente uma catenária). Ao longo dos cabos principais partem cabos de sustentação verticais que sustentam a plataforma. As primeiras pontes suspensas eram construídas em selvas e florestas, feitas com vinhas e trepadeiras (muito comuns em filmes de aventura, estilo Indiana Jones). A Golden Gate Bridge, ou ponte de São Francisco, nos Estados Unidos, é o mais famoso exemplo desse tipo de ponte.


Imagem: www.amazon.com

Ponte em balanços sucessivos ou cantiléver: nesse tipo de ponte as vigas são apoiadas em apenas um pilar (viga em balanço). Mais especificamente, uma ponte cantiléver utiliza duas vigas projetadas horizontalmente que são suportadas em suas extremidades por pilares. As treliças agem suportando o contrapeso do vão. A ponte cantiléver mais conhecida é a ponte Quebec, no Canadá.


Imagem: structurae.net

Para finalizar... afinal de contas, qual a maior ponte do mundo?

Em termos de extensão, a maior ponte do mundo é a ponte de Danyang-Kunshan, na China. Essa ponte, com cerca de 165 km, liga a cidade de Xangai a Nanjing sobre o rio Yangtze e está no Livro dos Recordes (Guinness Book) desde 2012.


Imagem: mhk2013.wordpress.com

Fontes: