Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Como é feita a implosão de um edifício?


Imagem: https://br.pinterest.com
/fabiomelosu/building-implosion/
Uma implosão, no sentido mais específico da palavra, seria algo como uma explosão para dentro, ocasionada pela diferença entre as pressões interna e externa. Por exemplo, um tubo de vidro em que o ar é bombeado para fora pode implodir, pois a sua pressão interna se torna muito inferior à pressão atmosférica. Fica evidente que o termo implosão utilizado para se referir ao desmonte de edifícios por meio de explosivos não é uma implosão propriamente dita, embora a expressão tenha se consagrado pelo uso.

A chamada implosão controlada é a maneira mais prática de se realizar o desmonte de uma edificação, em grande parte dos casos. De maneira geral, seu uso será mais conveniente quando for considerado o fator rapidez e custo (uma vez que é mais barata do que a demolição convencional) ou quando houver risco de colapso iminente do edifício. Em estruturas com mais de quatro andares a implosão pode ser a única alternativa, pois o uso de máquinas para realização da demolição convencional deixa de ser viável.

Como não há norma específica para implosões de edificações no Brasil, algumas empresas costumam recorrer à NBR 9653, a qual trata dos efeitos de desmonte de rochas com o uso de explosivos em áreas urbanas. Segundo essa norma, a velocidade máxima permitida para as partículas lançadas pela explosão será de 15 mm/s. Tal velocidade é dimensionada para oferecer segurança a casas próximas a pedreiras, sem fundações e feitas com material de baixa qualidade. Na zona urbana a qualidade das casas do entorno costuma ser superior, o que nos garante um fator de segurança ainda maior. 

Outro fator relevante para garantir uma detonação segura é observar as características da vizinhança. O perímetro de segurança é determinado com base no tamanho do prédio e na quantidade de explosivos necessária. Quando existem edificações muito próximas do edifício a ser implodido, uma alternativa é abrir um rasgo no prédio por meio de máquinas, alcançando a distância mínima necessária antes de realizar a detonação. Cabe ressaltar que o envelopamento do prédio com telas de proteção constitui mais uma segurança extra, evitando o lançamento de partículas e fragmentos no entorno. Além disso, sismógrafos de engenharia e geofones podem ser instalados para verificar se as edificações vizinhas sofreram algum dano durante a implosão.

A detonação propriamente dita dos explosivos acontece nos suportes da estrutura. Além das visitas in loco e simulações computacionais em 3D, a execução da implosão deve ser precedida pela autorização de uma série de órgãos, incluindo a Prefeitura, a Defesa Civil e o Exército, este último sendo responsável pelo controle do uso de explosivos e produtos químicos no país. Empresas de energia elétrica e de telefonia também podem ser previamente informadas, a fim de evitar contratempos e prevenir outras possíveis periculosidades. 

Antes de implodir o edifício é recomendável que se faça a retirada da alvenaria dos primeiros andares, para que esta não atrapalhe a queda do prédio após a detonação dos suportes. Outras informações importantes, como o tipo de ferragem e a qualidade do concreto, podem ser obtidas durante o furo dos pilares para instalação dos explosivos. O uso de dinamite é mais indicado para pilares de concreto. Em colunas de aço é utilizado um explosivo especial conhecido como RDX, o qual consegue fatiar o aço.

A implosão controlada é assim chamada porque os explosivos em cada pavimento são detonados de cima para baixo com uma diferença de frações de segundo, sendo isso o que permite o sucesso da operação. Se as detonações forem feitas a um só tempo, as cargas dos explosivos se somam, ocasionando uma implosão de grande impacto. Geralmente costuma-se detonar os pilares dos três primeiros andares, mas em edifícios muito altos é necessário realizar uma detonação extra na porção intermediária da estrutura. 

Uma vez que os pilares responsáveis pela sustentação da estrutura são detonados, o edifício perde seu equilíbrio estático e passa a se comportar como uma estrutura hipostática. A própria gravidade acaba por finalizar o processo, levando o prédio à ruína. Quando o objetivo é levar a estrutura a sofrer um colapso vertical sobre sua própria planta, uma opção é fazer inicialmente a detonação dos pilares do centro do prédio, de forma que suas laterais caiam para dentro.

O vídeo abaixo mostra a implosão controlada do edifício AfE-Turm, em Frankfurt, Alemanha (considerada a maior implosão controlada já realizada na Europa)*.



*Dados de 2014.

Fontes:

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Da teoria do caos à geometria fractal: a beleza dos sistemas caóticos

Imagem: http://www.globoforce.com/
Em 1960, Edward Lorenz, um meteorologista do M.I.T., desenvolveu um programa de computador composto por 12 equações simples, numa tentativa de realizar previsões do tempo a longo prazo. Entretanto, o que Lorenz descobriu foi que pequenos erros em um par de variáveis produziam resultados catastróficos, com efeitos completamente desproporcionais. A descoberta de Lorenz foi batizada por ele de “efeito borboleta”, tirada do título de seu artigo publicado em 1979: “Previsibilidade: O bater de asas de uma borboleta no Brasil pode provocar um furacão no Texas?”.

Outro exemplo interessante surgiu na década de 70, quando o biólogo Robert May examinou um modelo simples que fornecia o crescimento de uma população. A equação funcionava de forma que cada resultado anterior ia alimentando a iteração seguinte. O interessante é que dependendo dos fatores utilizados tais resultados eram completamente diferentes do esperado.

Para estes mesmos resultados catastróficos observados, se os respectivos gráficos fossem desenhados, veríamos padrões ou um modelo de organização. Isso demonstra que mesmo os eventos que julgamos imprevisíveis podem possuir um comportamento organizado dentro da natureza. Há diversos exemplos de sistemas caóticos: fluidos em escoamento turbulento, condições atmosféricas, população de insetos, reações químicas, etc. Em tais sistemas, os processos recorrentes ou iterativos numa análise geométrica podem gerar objetos em que suas partes seguem o mesmo padrão do objeto original.  

Imagem: http://www.fractalposter.com/
Uma ideia parecida pode ser estendida até mesmo para a geografia. Em seu artigo “Qual a extensão da Costa Britânica?”, Benoit Mandelbrot sugeriu que não importava o quanto você se aproximasse do litoral, o grau de imprecisão das medidas pareceria o mesmo. Foi necessário, por isso, ampliar a noção de dimensão dentro da matemática. Mandelbrot introduziu a ideia de dimensões fracionais para descrever a imprecisão que observou em determinados modelos. Em 1975, ele adotou o termo “fractal” (do latim fractus, fração, quebrado) para nomear essa nova geometria dimensional fracional e suas classes especiais de curvas definidas recursivamente.

Em termos visuais, um fractal pode produzir imagens belíssimas. Alguns dos exemplos clássicos são a Curva e a Estrela de Koch, o Triângulo e o Carpete de Sierpinski, o Conjunto de Mandelbrot e a Curva de Peano. 

O vídeo abaixo mostra um zoom num fractal baseado no Conjunto de Mandelbrot. Fica fácil perceber como os padrões se repetem à medida que a imagem é ampliada. Trata-se de uma das proezas mais belas da matemática, sem sombra de dúvidas. 




Fontes:

sábado, 13 de agosto de 2016

Ondas gravitacionais: a descoberta que demorou um século para comprovação


Quando uma pedra toca na água ela produz vibrações ou ondas sobre sua superfície. Einstein, em seus estudos, previu que, da mesma forma, qualquer corpo com massa produz vibrações no tecido do espaço-tempo e o Universo parece estar inundado por ondas. 

Imagem: http://www.rtp.pt

Em 2016, detectores nos Estados Unidos, pertencentes ao chamado Projeto LIGO (Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory), foram capazes de comprovar a existência das ondas gravitacionais, oriundas de distorções no espaço causadas pela colisão de dois buracos-negros.

Os detectores correspondem a túneis em formato de L, onde um feixe de laser se divide em dois e, em seguida, estes se sobrepõem, de forma que as ondas de luz se cancelam. Qualquer interferência no detector (uma onda gravitacional, por exemplo) faz com que as ondas se recombinem de maneira diferente, permitindo a detecção de sinal.

Imagem: http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br

Foi por meio desse mecanismo que pudemos detectar as ondas gravitacionais, 100 anos depois da publicação da TRG (Teoria da Relatividade Geral). Essa maneira engenhosa de detectar a existência de tais ondas talvez seja até mais encantadora do que a própria comprovação da teoria. Trata-se de um feito notável e, de certa forma, de entendimento bastante simples para nós leigos.

E qual a importância da descoberta das ondas gravitacionais?

Segundo especialistas, agora será possível escutar o Universo por meio dessas ondas. As ondas eletromagnéticas permitem obter informações do Universo quando ele tinha 300 mil anos. Agora, com as ondas gravitacionais, é possível obter dados de quando o Universo tinha apenas um segundo de existência. Muitas descobertas poderão aparecer depois disso, incluindo a compreensão dos buracos-negros.

Se quiser entender melhor o mecanismo de detecção das ondas gravitacionais, assista à explicação de Brian Greene no "The Late Show" (vídeo abaixo). Além de engraçado, é bastante esclarecedor. Divirta-se.




Fontes:

https://www.youtube.com/watch?v=ajZojAwfEbs

quarta-feira, 9 de março de 2016

Entenda o que é o BIM e como ele pode ajudar na sua vida


BIM ou Modelagem de Informações da Construção (do inglês: Building Information Modeling) é um conceito ou uma nova forma de se pensar em projeto, construção e gestão. Trata-se de uma ferramenta de inovação incluindo softwares, modelagem 3D e uma biblioteca organizada contendo todos os dados de uma edificação, desde o orçamento de cada material utilizado até o prazo de conclusão da obra. A ideia, por si só, é de causar espanto: juntar tudo isso de forma compatibilizada é o sonho de qualquer engenheiro ou arquiteto.

Por meio do BIM é possível criar modelos em três dimensões das edificações, realizar testes de compatibilização de projetos, programar a construção e até mesmo a manutenção ou demolição do edifício.
Com o BIM as informações dos projetos arquitetônico, estrutural, hidráulico, elétrico, etc. são cruzadas, de forma a manter os projetos harmonizados, "conversando" entre si de forma inteligente. Se uma modificação é feita em um dos projetos (uma mudança de janela, por exemplo), todos os outros projetos sofrem alteração automaticamente, reduzindo o tempo para a análise de falhas. No BIM são gerados modelos tridimensionais e não em duas dimensões como estamos acostumados em CAD. 

Atualmente o BIM já vem tomando espaço em alguns países da Europa. No Reino Unido, por exemplo, as empresas devem estar aptas até o ano de 2016 para adotar o BIM em todos os projetos. Aqui no Brasil, no estado de Santa Catarina, foi solicitado a tecnologia de modelagem em licitações de todas as obras públicas até 2018. Segundo especialistas, o uso do BIM em projetos de edificações e infraestruturas é um caminho sem volta. O ideal é que os profissionais estejam preparados o quanto antes para lidar com essa nova ferramenta.

O vídeo abaixo esclarece para você o que é o BIM e como ele pode ajudar na sua vida. Aprenda um pouco mais:



É bom deixar claro que o processo de adoção do BIM pelas empresas deve ser gradual. É necessário que se faça o treinamento e capacitação dos profissionais envolvidos. O BIM faz uso de uma equipe multidisciplinar, formada por arquitetos, engenheiros e executivos. É necessário saber trabalhar em equipe e que todos caminhem juntos. A mudança para o BIM gera investimentos e o plano de migração para essa nova plataforma deve ser muito bem pensado, para que os recursos financeiros empregados gerem retorno. Uma pesquisa realizada na Inglaterra mostrou que o BIM pode reduzir os custos de uma obra em até 25%.  

Fontes:

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Concreto celular: o que é?


Concreto celular é um tipo de concreto com minúsculas bolhas (células) de ar que lhe conferem baixa densidade. Trata-se de um tipo de concreto leve.

Imagem: http://www.gruppiconcreto.com.br/index/concreto
O concreto celular se divide em duas modalidades: o concreto celular autoclavado (CCA) e o concreto celular espumoso (CCE).




O CCA passa por cozimento em autoclave e forma o chamado bloco SICAL (areia de sílica +  cal + pó de alumínio). A reação da cal, água  e pó de alumínio libera gás hidrogênio durante o cozimento. Este gás é responsável pela formação das bolhas que lhe dão leveza. Podemos comparar a um fermento colocado num bolo.

Bloco SICAL.
Imagem: http://mg.olx.com.br/belo-horizonte-e-regiao/
jardinagem-e-construcao
O CCE é resultante da mistura de aglomerante, agregados finos e agente espumígeno (lançado por um gerador de espuma); sendo utilizado na obra em estado fresco.

Imagem: http://www.concretoscelulares.com.br/Aditivo.htm

Tanto o CCA quanto o CCE são bastante leves e possuem propriedades de isolamento térmico e acústico, por causa do ar aprisionado em suas células. O vídeo abaixo demonstra a leveza de um bloco SICAL com densidade inferior à da água.


Os concretos celulares são materiais com boa resistência ao fogo e com baixa absorção de água em virtude de seus grandes poros. São ainda versáteis e facilmente moldáveis. O bloco SICAL, por exemplo, pode ser serrado, atarraxado e perfurado usando ferramentas convencionais. Apresentam, porém, menor resistência à compressão, quando comparados ao concreto convencional.

Apesar de pouco usado no Brasil, o CCA é bastante comum em países do norte da Europa. Estima-se que, por lá, mais de 500.000 mil casas sejam construídas por ano com esse material.

Fontes:

http://www.portaldoconcreto.com.br/cimento/concreto/leves.html 
http://www.ecivilnet.com/artigos/concreto_celular_autoclavado_cca.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Concreto_celular_autoclavado
http://www.celcret.com.br/aplicacoes/concreto-leve/
https://www.youtube.com/watch?v=LnMpT8mlzSU

terça-feira, 28 de julho de 2015

As mais belas reações de precipitação

Sais são compostos iônicos que possuem, pelo menos, um cátion diferente do H+ e um ânion diferente de OH-. Em geral, possuem sabor salgado. São sólidos cristalinos que fundem e fervem em temperaturas elevadas.


Tabela de solubilidade dos sais em água (temperatura de 25°C e pressão de 1 atm).
Imagem: http://www.alunosonline.com.br/quimica/classificacao-dos-sais.html

As reações de precipitação são reações químicas que formam sais insolúveis. Estes sais, muitas vezes coloridos e exuberantes, aparecem na reação como se surgissem num passe de mágica. Geralmente mistura-se duas soluções que a princípio são incolores e, de repente, surge uma nuvem colorida dentro do béquer. É a arte por trás da Química... de encher os olhos.

Aumente a resolução do vídeo e assista ao espetáculo das reações químicas:




*Vale lembrar que a maioria dos sais são venenosos. 

Fontes consultadas:

ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012. 1.026 p.

FELTRE, R.; YOSHINAGA, S. Química Segundo Grau: Química Geral e Atomística. 1. ed. São Paulo: Ed. Moderna, 1977. v 1.

LEMBO, A.; SARDELLA, A. Química 1. Ed. Ática. s/d

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O curioso comportamento do giroscópio


Um dispositivo com comportamento bastante curioso e regido pelas leis da física. Confira abaixo o vídeo mostrando as incríveis propriedades deste aparato comumente usado no ensino da mecânica clássica:



Aos 42 segundos do vídeo: "Por que um giroscópio estacionário cai, enquanto o giroscópio em rotação permanece suspenso na linha que é presa ao seu eixo?"

A resposta para isso está no estudo do momento angular: quando o giroscópio em rotação é liberado, a força gravitacional produz um torque que faz variar o momento angular previamente causado pela rotação do giroscópio. Essa variação do momento angular é a responsável pela rotação do dispositivo em torno de um outro eixo (no caso a linha), movimento conhecido como precessão. Esse movimento é uma tentativa de manter o momento angular constante, mesmo com a força de gravidade atuando sobre o sistema.

Difícil de entender? Trocando em miúdos e falando de uma forma mais grosseira: quando o giroscópio está girando, a força de gravidade age sobre ele de forma a "desestabilizá-lo". Para que o giroscópio "mantenha seu equilíbrio", ele executa um movimento em torno de um eixo, no caso a linha.

Fontes:

WALKER, Jearl. Halliday/Resnick Fundamentos de Física. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. v.1.

sábado, 25 de julho de 2015

Conheça melhor o telhado verde


Imagem: https://ecotelhado.com/telhados-verdes-sao-destaque-de-projeto
-polones-de-arquitetura/

Com o aumento da preocupação das pessoas com a questão da sustentabilidade, o telhado verde tem se mostrado como uma das alternativas mais em pauta atualmente. Sabe-se que o seu uso traz diversos benefícios como a redução da temperatura interna da casa, retenção de água da chuva e absorção de gases que contribuem para o efeito estufa. Mas você sabe quais as camadas que formam um telhado verde? Se não, fique por dentro...

Um dos primeiros aspectos a ser observado, quando se vai montar um telhado verde, é qual o porte de planta que você vai querer em seu telhado, pois dependendo de cada tipo, a espessura do substrato (materiais orgânicos) deverá ser maior ou menor. O telhado verde pode ser feito com gramíneas (o mais comum), mas também pode possuir arbustos ou até árvores.
Existem uma infinidade de sistemas de camadas de telhado verde, que podem variar segundo vários fatores, como o porte da planta e o custo. O telhado verde mais comum é construído sobre lajes e composto, geralmente, por cinco camadas:

- impermeabilização: mantas sintéticas que protegem a laje contra a umidade;

- camada drenante: serve para drenar o excesso de água, podendo ser feita com argila expandida ou mantas drenantes (manta MacDrain J);

- camada filtrante: é geralmente feita com manta geotêxtil (manta Bidim) e possui a função de reter as pequenas partículas de solo;

- proteção contra raízes: serve para controlar o crescimento das raízes (opcional para telhados com gramíneas); pode também contar com uma colmeia suporte para o substrato;

- substrato: materiais orgânicos com espessura superior a 4 cm (substrato Sky Garden*, por exemplo) onde é plantada a forração.
*O substrato Sky Garden é um substrato leve desenvolvido pelos japoneses e que facilita a montagem do telhado verde. Apenas a título de curiosidade, confira abaixo um comercial mostrando as aplicações desse substrato. Muito interessante.



Está em dúvida sobre qual planta colocar em seu telhado verde? 


Fontes:

A beleza da sequência de Fibonacci


A sequência de Fibonacci foi proposta inicialmente para explicar o crescimento da população de coelhos. Posteriormente verificou-se que vários fenômenos na natureza seguem essa sequência, onde cada termo corresponde à soma dos dois termos imediatamente anteriores:

1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, ...

Se dispusermos quadrados com lados iguais a cada uma dos termos da sequência, podemos traçar uma espiral perfeita que aparece em diversos organismos vivos. 

Sequência de Fibonacci em AutoCAD.
Imagem: arquivo pessoal.

A divisão entre um termo e o seu antecessor, ao longo da sequência, aproxima de 1,618, a qual é chamada de razão dourada ou proporção áurea.

Confira algumas imagens mostrando a proporção áurea e a sequência de Fibonacci nos seres vivos:


Imagem: https://taoequal.wordpress.com/2011/06/15/em-
toda-parte/

Imagem: http://www.casadasemente.net.br/60-Sementes-de-
Repolho-Roxo/prod-1286712/
Imagem: http://olhares.sapo.pt/broto-de-samambaia-foto
4242042.html

Imagem: http://www.novafisio.com.br/colegas-fisioterapeutas-
poderiamos-char-isso-de-fototerapia/


Imagem: https://navchand.wordpress.com/page/2/?app
-download=blackberry

O vídeo abaixo mostra toda a beleza da sequência de Fibonacci, uma das expressões mais bonitas da natureza:





Fontes:

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A mágica dos fluidos não-newtonianos




Em fluidos comuns, tais como o óleo, a água e o ar, observa-se que a tensão de cisalhamento (τ) é diretamente proporcional à taxa de deformação (du/dy). Newton, percebendo essa bela relação, mostrou que para esses fluidos é válida a fórmula:


Onde μ é uma constante de proporcionalidade chamada de viscosidade dinâmica do fluido.

Fluido para os quais não vale a relação estabelecida por Newton são chamados de fluidos não-newtonianos. Na natureza existe uma variedade de fluidos de comportamentos exóticos e que se enquadram nessa categoria. Os fluidos não-newtonianos podem apresentar comportamentos opostos. Enquanto alguns se apresentam como “sólidos” quando sujeitos a uma tensão de cisalhamento, outros se tornam bastante “líquidos” em condições semelhantes.

Confira abaixo algumas categorias de fluidos não-newtonianos:

Fluidos dilatantes: esses fluidos aumentam a viscosidade quando a tensão de cisalhamento aumenta. Quando você agita o fluido ele passa a apresentar comportamento semelhante aos sólidos. São exemplos comuns: mistura água-amido, mistura água-areia (areia movediça) e fluidos de coletes à prova de balas.




Fluidos pseudoplásticos: são conhecidos por apresentarem menor viscosidade quando a tensão de cisalhamento sofre aumento. Quando você agita o fluido ele se torna mais "líquido". Os pseudoplásticos são os exemplos mais comuns de fluidos não-newtonianos e nesse grupo enquadram-se as colas, pomadas, cremes, gomas, tinta látex, a polpa de papel em água e o ketchup.



Plásticos de Bingham: se comportam ora como sólidos ora como fluidos. Existe uma tensão de cisalhamento limítrofe. Quando a tensão aplicada está abaixo dessa tensão limite, o “fluido” se comporta como sólido e não exibe deformação. Se a tensão limítrofe for ultrapassada, o “fluido” exibe deformação linearmente proporcional à tensão de cisalhamento, como se fosse um fluido newtoniano. São exemplos de plásticos de Bingham: o creme dental, a maionese, a suspensão de argila e a lama de perfuração (utilizada em poços de petróleo).




- Fluidos tixotrópicos: sofrem redução da viscosidade aparente com o tempo, sob uma tensão de cisalhamento constante. Exemplos: fluido sinovial (líquido das articulações) e suspensões de partículas de PVC (tintas plastisol).



Plastisol. Imagem: http://silktecnico.blogspot.com.br/
2013/05/os-produtos-classificados-como.html

- Fluidos reopéticos: sofrem acréscimo da viscosidade aparente com o passar do tempo, quando sujeitos a uma tensão de cisalhamento constante. Exemplo: gesso e algumas tintas.


Imagem: http://ocomerciodacidade.com.br/
listings/centro-sul-gesso/

- Fluidos viscoelásticos: quando a tensão de cisalhamento é cessada, retornam parcialmente à forma original. Existem alguns travesseiros espaciais da NASA que são feitos de material viscoelástico.





Achou interessante os fluidos não-newtonianos? Agora quando você for comer um cachorro-quente não se esqueça de pedir um fluido pseudoplástico e um plástico de Bingham para acompanhar o seu lanche (ketchup e maionese).  

Assista ao vídeo abaixo do Manual do Mundo mostrando o curioso comportamento da mistura de água + amido. A impressão que temos é que o líquido se torna um sólido quando uma força é aplicada sobre sua superfície. Você se recorda qual a categoria de fluido não-newtoniano que exibe esse comportamento? 




Referências bibliográficas:

FOX, R. W.; MCDONALD, A. T.; PRITCHARD, P. J. Introdução à Mecânica dos Fluidos. 6ª Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.

MUNSON, B. R.; YOUNG, D. F.; OKIISHI, T. H. Fundamentos de Mecânica dos Fluidos. 4ª Ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2004.

http://fisbio.fcfrp.usp.br/index.php/component/attachments/download/121

https://www.youtube.com/watch?v=ZCGwatTa8r8

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Cortando vidro...

Vídeo interessante do Manual do Mundo mostrando como cortar uma garrafa de vidro usando barbante. Já fiz em casa e deu certo. Muito bacana.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Ressonância em Pontes

Um sistema físico possui frequências naturais de vibração, chamadas frequências de ressonância. Quando este sistema recebe energia por meio de excitações com frequências iguais a uma dessas frequências naturais, as amplitudes das oscilações aumentam e o sistema pode colapsar, caso não possua resistência suficiente.

Dois episódios marcantes relacionados à ressonância foram o colapso da Ponte de Tacoma, nos EUA, e o balanço da Ponte do Milênio, em Londres. No primeiro caso, a ponte entrou em ressonância em virtude do vento na região, que não foi estudado durante o projeto. No segundo caso, a ponte começou a oscilar no dia da inauguração por causa das passadas dos pedestres. Felizmente, para o segundo caso, os engenheiros instalaram um sistema de amortecedores capaz de resolver o problema.

Confira os vídeos abaixo mostrando cada caso:


Ponte de Tacoma (Washington, 1940)






Ponte do Milênio (Londres, 2001)




Referências: