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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Curva ABC: fique por dentro


Também conhecida como curva 80/20, pode-se dizer que a curva ABC é uma ferramenta gerencial de elevada importância nos processos de planejamento e gerenciamento. Possui vasta aplicação nos campos da administração e engenharia, uma vez que se encontra inserida em diversos sistemas de gestão, bem como na elaboração de projetos e controle da produção.

A Curva ABC tem estreita relação com o Princípio de Pareto. Tal princípio, sugerido por Joseph J. Muran, em homenagem ao economista italiano Vilfredo Pareto, afirma que, em diversos fenômenos, 20% das causas respondem por 80% das consequências. Na área financeira, por exemplo, em um grande número de casos, cerca de 80% do faturamento advém de apenas 20% dos produtos ou clientes.

O uso da curva ABC para controle de estoques é uma das aplicações mais conhecidas dessa ferramenta. De fato, por meio dessa curva, os itens estocados podem ser divididos em três grandes grupos: A, B e C.



O grupo A é o grupo de maior valor, aquele que garante maior lucratividade e o que mais chama a atenção dos clientes. Geralmente responde por até 80% do valor total das vendas.

O grupo B é o grupo intermediário, com valores dentro de um patamar médio, que, embora não seja o principal atrativo dos clientes, permite a rotatividade e variedade das vendas junto aos produtos principais. Chega a corresponder a 15% do faturamento.

O grupo C é aquele que conta com os produtos de menor valor em estoque, de menor saída e menor procura, porém essenciais para a garantia da variedade das mercadorias em demandas esporádicas, garantindo a estabilidade do negócio. É responsável por 5% do valor total das vendas.

Em síntese, a curva ABC nos mostra que, em muitos casos, uma parcela restrita dos produtos responde pela maior parte das vendas. Isso nos leva a concluir que as empresas que buscam por maior lucratividade devem dar especial atenção às mercadorias ou aos serviços de maior peso sobre a receita.

E como é feita a Curva ABC?

Para montar a curva ABC, primeiramente devemos estipular o período de tempo para análise (semanas, meses ou anos, por exemplo). A seguir, precisamos listar todos os produtos existentes em estoque, incluindo quantidades vendidas e o preço de venda. Com base em tais valores, calculamos, então, a participação percentual de cada produto sobre o valor total de vendas. Definidos os percentuais, podemos classificar cada produto como pertencente a um dos três grupos da curva: A, B ou C.

Conforme vimos, na classificação ABC de itens do estoque, a prática demonstra que os produtos do grupo A chegam a responder por 80% do valor de consumo, embora estes representem apenas 20% do estoque. Mesmo que tais produtos (ou clientes) exerçam um papel crucial no número de vendas, isso não significa que devemos menosprezar os outros 80%. Um gestor eficiente buscará maneiras eficientes de atrair essa parcela - considerada erroneamente como menos relevante - por meio do incentivo à compra de novos produtos, levando, assim, ao aumento do faturamento.

Ficou curioso sobre a Curva ABC? Baixe a planilha gratuita em Excel (link abaixo) e veja um exemplo prático de como utilizar essa incrível ferramenta gerencial!


Fontes:

sábado, 10 de março de 2018

Lean Construction: 4 coisas que você precisa saber

O que é o Lean Construction?

A expressão Lean Construction pode ser traduzida do inglês como "Construção Enxuta". Trata-se de uma metodologia de gerenciamento específico para a indústria da construção, responsável pelo melhor gerenciamento das atividades produtivas, com vista à satisfação do cliente, elevação e manutenção do padrão de qualidade.

Fonte: http://theacademy.co.nz/construction/wp-content/uploads/2014/10/leanconstruction-course.jpg

Como surgiu o Lean Construction?

O Lean Construction deriva da chamada Lean Production (Produção Enxuta). Este foi um sistema de gerenciamento da produção desenvolvida pela Toyota em meados do século XX, o qual visava ao aumento da produtividade e eficiência dentro das fábricas japonesas. Dentre as  principais metodologias aplicadas tinham-se a chamada JIT (Just-In-Time) e a TQM (Total Quality Management).

Para melhor entender a Just-In-Time do modelo de produção toyotista, é preciso se atentar para as condições do Japão pós-guerra. Numa época em que o mercado era escasso, foi necessário a produção de produtos diferenciados e em curtos intervalos de tempo, como forma de atingir o maior mercado possível. Diante disso, foi criado um modelo em que a matéria-prima deveria estar presente em local e momento certos, de maneira a agilizar o processo produtivo e evitar gargalos entre as etapas de fabricação e venda. Em outras palavras, a JIT significava fabricar apenas o que seria vendido, de forma que a matéria-prima chegasse no momento exato do processo de fabricação, evitando estoques e gastos desnecessários.

A partir de 1990, a aplicação dos princípios toyotistas no mercado da construção civil começou a ganhar força, permitindo a criação de um novo sistema de gerenciamento dos canteiros de obras: a Construção Enxuta, hoje incorporada à filosofia Lean Thinking (Pensamento Enxuto).

Quais os princípios fundamentais do Lean Construction?

Pode-se dizer que o Lean Construction se baseia em 7 princípios básicos:
  • Diminuir as atividades desnecessárias e que não agregam valor;
  • Tornar os produtos mais valorizados, conforme as necessidades dos clientes;
  • Reduzir a variabilidade dos produtos e padronizar aquilo que for possível;
  • Buscar reduzir o tempo gasto no canteiro de obras (atraso na entrega de materiais, contratação de mão-de-obra, inspeção, etc.);
  • Tornar os ciclos de produção e os processos mais curtos e enxutos (advêm da aplicação dos princípios da JIT);
  • Aumentar a flexibilidade na saída dos produtos (permitir alterações das características finais dos produtos sem aumentar excessivamente os custos);
  • Tornar os processos os mais transparentes possíveis.

Quais os benefícios para as construtoras?

A aplicação do Lean Construction gera inúmeros benefícios às construtoras, incluindo:
  • Diminuição do atraso para entrega das obras;
  • Aumento e manutenção do padrão de qualidade dos produtos entregues;
  • Melhora do relacionamento entre empresários, vendedores e clientes;
  • Redução do desperdício de materiais e gastos com imprevistos, com consequente aumento do retorno do investimento;
  • Redução de estoques e maior organização do canteiro de obras;
  • Aumento da flexibilidade da empresa e incremento no número de vendas.

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Fontes: