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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Uma breve introdução ao LaTeX


A maneira mais usual de escrever qualquer trabalho acadêmico é por meio do Word. Porém, em áreas de mestrado e doutorado alguns preferem fazer seus trabalhos utilizando conjuntos de macros, de maneira que a formatação é regulada por meio de comandos. 

O conjunto de macros mais comum para diagramação de textos acadêmicos, principalmente matemáticos e científicos, é o LaTeX (lê-se "la-tec" ou "lei-tec"). Em outras palavras, o LaTeX é um pacote que permite processar textos complexos, incluindo fórmulas matemáticas. O legal de se utilizar o LaTeX é que ele é conhecido internacionalmente, em diversas universidades, o que garante que textos científicos fiquem num formato padronizado ao redor do mundo.

Imagem: http://www.e-projects.ubi.pt/latex/
Instalando programas

Primeiramente, para começar a utilizar o LaTeX é preciso ter um editor de LaTeX. Existe uma infinidade de editores, alguns pagos e outros gratuitos. Antes de instalar um editor é preciso, contudo, que se instale alguns outros programas para facilitar o trabalho de digitação de comandos, visualização e impressão de arquivos.

No caso do Windows vamos precisar de quatro programas, instalados preferencialmente nesta ordem:

- GhostScript: permite reconhecer formatos como PDF e PostScript;
- GS View: permite visualizar arquivos PostScript;
- MiKTeX: responsável pela implementação do LaTeX no seu Windows;
- TeXstudio: a interface gráfica ou editor.

Os links para download dos softwares seguem no final deste texto.

Configurando o TeXstudio

Com seu TeXstudio aberto o primeiro passo é alterar o idioma:

Options >> Configure TeXstudio >> General >> Language >> pt_BR
Options >> Configure TeXstudio >> Idioma de checagem >> pt_BR

Certifique-se que a fonte seja codificada para caracteres do alfabeto latino ISO-8859-1:

Opções >> Configurar TeXstudio >> Editor >> Codificação de Fonte Padrão >> ISO-8859-1

Conhecendo a sintaxe do LaTeX

Tendo configurado o editor, é hora de começar a digitar o seu texto. Abaixo segue um exemplo bem simples de como escrever um artigo incluindo títulos/subtítulos:

\documentclass[a4paper,12pt]{article} %tipo de papel e tamanho da fonte
\usepackage[latin1]{inputenc} %uso de acentos
\usepackage[brazil]{babel} %idioma
\usepackage[T1]{fontenc} %torna possível copiar textos com acentos
\usepackage{amsmath} %uso de fórmulas matemáticas
\usepackage{amsfonts}
\usepackage{amssymb}
\usepackage [top=3cm, bottom=2cm, left=3cm, right=2cm]{geometry} % margens
\renewcommand{\baselinestretch}{1.5} %espaçamento entre linhas
\setlength{\parskip}{1.5mm} %espaçamento entre parágrafos
\setlength{\parindent}{2cm} %espaçamento lateral do parágrafo
\usepackage{setspace}

\begin{document}

\title{Título}
\author{autor1 \and autor2}
\maketitle

\abstract{Aqui dentro você digitará o resumo}

\section{Introdução}
Escreva aqui o seu texto...

\section{Desenvolvimento}
Escreva aqui o seu texto...

\subsection{Subtítulo}
Escreva aqui o seu texto...

\section{Conclusão}
Escreva aqui o seu texto...

\end{document}

Gerando arquivo em PDF

Após digitar o seu texto você pode fazer o teste e compilar. Um texto em PDF será criado no mesmo local onde o arquivo estiver salvo. Se quiser aprender a escrever fórmulas matemáticas, inserir textos em negrito/itálico, criar teoremas e corolários, colocar figuras, etc. recomendo que você baixe a apostila do professor Reginaldo dos Santos, da UFMG. Tem tudo lá. O próximo passo é a curiosidade.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Como fazer um Sumário Automático no Word 2010 em apenas 4 passos


Fazer um sumário no Word pode ser uma tarefa chata e cansativa, principalmente se o seu texto for muito grande. A melhor solução, nesse caso, é criar um Sumário Automático. 

Para seguir as dicas seguintes você já deve estar com seu trabalho pronto.

Passo 1: Selecione todos os títulos (mantenha a tecla Ctrl pressionada). Em seguida, vá até Referências ð Adicionar Texto ð escolha Nível 1; 




Passo 2: Após o passo 1, talvez os títulos percam a formatação original. Ainda com os títulos selecionados coloque-os na formatação desejada;

Proceda da mesma maneira para outras subdivisões no seu texto, como os subtítulos: selecione os mesmos e vá até Referências ð Adicionar Texto ð escolha o nível. Formate-os da maneira desejada.

Passo 3: Tendo nivelado e formatado todos os títulos e subtítulos, posicione o cursor onde você quer que apareça o sumário. Vá até Referências ð Sumário ð escolha a opção de Sumário Automático 1;




Passo 4: Após aparecer a caixa de sumário você deve fazer as formatações necessárias. Muito simples, não?



Lembre-se: seu sumário deve ser atualizado todas as vezes que você fizer modificações em seu texto.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Teoria dos Jogos - O que é?


Imagem: http://www.christchurchcasino.co.nz/gaming/poker


Competições e conflitos fazem parte do cotidiano do ser humano: jogos de mesa, disputas entre empresas, campanhas políticas e publicitárias, entre outros. 

Considere, por exemplo, dois jogadores de xadrez. A melhor forma de obter bons resultados é analisando primeiramente como o oponente irá responder a cada possível circunstância, em cada etapa do jogo. Portanto, cada jogador possuirá uma série de estratégias – mover o bispo ou o cavalo, por exemplo – e, dentre elas, escolherá aquela que lhe parecer a melhor das opções.

Nesse cenário competitivo a teoria dos jogos foi desenvolvida de modo a estudar o processo de tomada de decisões entre indivíduos, de forma a definir as ações que apresentem melhores resultadosSeu objetivo inicial é o desenvolvimento de critérios racionais para uma estratégia, com base em duas hipóteses básicas:

(1) Os jogadores agem de forma lógica e racional;
(2) Os jogadores disputam em benefício próprio (não possuem compaixão pelo oponente).

Em geral, um jogo entre dois participantes será caracterizado por:

a)    Estratégias do jogador 1;
b)    Estratégias do jogador 2;
c)    Tabela de prêmios.

A tabela de prêmios mostra o ganho de um jogador que resultaria da combinação de estratégias dos dois jogadores. 
Uma disputa entre empresas, por exemplo, pode ser encarado como um jogo, onde ganha aquele que souber escolher a melhor das estratégias. 

Suponha duas empresas concorrentes: empresa A e empresa B. A empresa A deseja criar uma promoção que oferecerá um lucro de 6% nas vendas. Contudo, deve-se analisar a reação da empresa B. Em virtude da estratégia empregada pelo concorrente, a empresa A pode ter uma perda de 5% nas vendas, caso a empresa B opte por fazer uma promoção na mesma época. Portanto, a melhor opção para a empresa A pode ser não criar promoção alguma. Entretanto, se mesmo assim a empresa B optar por criar uma promoção, a perda nas vendas da empresa A poderá alcançar 8%. Os ganhos e perdas associados a cada combinação de estratégias entre as duas empresas corresponde a uma tabela de prêmios:

Estratégia 1: “criar promoção”;
Estratégia 2: “manter os preços como estão”;
Tabela de prêmios do jogador 1 (ganhos e perdas nas vendas da empresa A):

Tabela de prêmios
Empresa B
Estratégia 1
Estratégia 2
Empresa A
Estratégia 1
-5%
+6%
Estratégia 2
-8%
0%


O caso mais simples de teoria dos jogos é aquele denominado como jogo de dois participantes de soma nula. A soma das vitórias é igual a zero, ou seja, um ganha e o outro perde. As tabelas de prêmios para os jogadores, nesse caso, possuem sinais opostos: uma é negativa e a outra positiva, de forma que a soma resulta em zero. Um jogo de par ou ímpar é um bom exemplo de jogo de dois participantes de soma nula.

Em resumo a teoria dos jogos é uma teoria matemática que parte da premissa de que a sua decisão num “jogo” não é independente, pois depende da tomada de decisão do oponente. 

Os ganhos dependerão de muitas ações em cadeia até chegarem a um equilíbrio. Tal equilíbrio é denominado equilíbrio de Nash (o qual recebeu o prêmio Nobel de 1994 e foi retratado no filme* ganhador do Oscar de 2002: “Uma mente brilhante”).

*O filme fica como sugestão a quem 
se interessar.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CIÊNCIA DA ESTRATÉGIA. O que é Teoria dos Jogos? Disponível em: <http://www.cienciadaestrategia.com.br/teoriadosjogos/capitulo.asp?cap=i2>.Acesso em: 1º jan. 2016.

HILLIER, F. S.; LIEBERMAN, G. J. Introdução à Pesquisa Operacional. 8. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2006.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Sua internet é movida a vapor? Aprenda a interpretar a medida de velocidade da sua conexão.


O bit (b) representa dois estados: ligado ou desligado. O estado ligado é representado por 1, enquanto o estado desligado é representado por 0. Trata-se por isso de um sistema binário. A fim de definir um conjunto padrão de bits criou-se o byte (B). Convencionou-se que 1 byte corresponderia a 8 bits. Os caracteres computacionais são armazenados num conjunto de 8 bits, de forma que cada letra deste texto que você está lendo ocupa 1 byte.


Imagem: http://www.cbc.ca/news/canada/nova-scotia/eastlink-
internet-cap-causes-worries-for-rural-customers-1.3140795


Quando se trata de planos de banda larga, as operadoras se valem de um artifício bastante interessante: informam pacotes com base no número de bits. Assim sendo, quando você contrata uma internet de 1 MEGA, está na realidade contratando um pacote de 1 megabit por segundo (1 Mbps), que se refere à sua velocidade de conexão ou largura da banda. Portanto, se quiser saber a sua velocidade em megabytes por segundo (MB/s), você deve dividir o valor do pacote contratado por 8.


Outra coisa interessante é a taxa de transferência de arquivos. Geralmente esta última é medida em kilobytes por segundo (kB/s). Para saber sua taxa de transferência máxima basta passar o valor da velocidade de sua internet para kbps e, em seguida, dividir por 8.

Uma internet com pacote de 2 "MEGAS" por exemplo:

2 MEGAS = 2 Mbps = 2048 kbps 
2048 kbps/8 = 256 kB/s (taxa de transferência máxima ou velocidade de download)

Cabe ressaltar só mais um ponto interessante: as operadoras são obrigadas a oferecer, no mínimo, somente 20% do valor contratado. Dessa forma, se sua internet é de 2 Mbps, no final da história sua velocidade de download poderá ser, nos dias de maior lentidão, de apenas 51,2 kB/s.

A velocidade de download de arquivos é geralmente dada em kilobytes por segundo (kB/s).
Imagem: arquivo pessoal.

Caso queira testar a velocidade de sua internet: 


Fontes: