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sábado, 22 de outubro de 2016

Bactérias biodigestoras: facilitando a limpeza de fossas e caixa de gordura


As caixas de gordura, embora sejam uma solução para evitar que a gordura siga pela tubulação, também podem se tornar um problema se não for feita uma limpeza regular. 

Atualmente existem no mercado produtos que contêm bactérias, ou micro-organismos biodigestores, que se alimentam de gordura. Estes produtos têm se tornado uma alternativa cada vez mais prática, pois dispensam qualquer tipo de reforma ou instalação. 

Entre os aspectos positivos relacionados à utilização dos chamados biodegradadores, estão a neutralização dos odores e a prevenção do entupimento de canos. 

Imagem: http://produto.mercadolivre.com.br/

Os produtos biodigestores também podem ser utilizados em fossas, mas nos casos em que a quantidade de material a ser consumido é muito grande, recomenda-se a instalação de um biodigestor. Este é um aparelho para processamento da matéria orgânica, principalmente dejetos de animais em fazendas. Ao  passar pelo biodigestor, a matéria orgânica se transforma em biogás e biofertilizantes.

Imagem: www.ebah.com.br
Fontes:

http://www.desentupidoradeesgoto.com/produto-biodigestor-para-limpar-caixa-de-gordura/
http://www.ecohabitatbrasil.com.br/exibe_produtos.php?id=16&t=2
http://www.portalresiduossolidos.com/biodigestores-principio-tipos-e-viabilidade-economica/

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A praticidade das instalações hidráulicas com tubos de polietileno reticulado - PEX


Imagem: http://www.kdjs2015.com/all-about-pex-pipe/

O tubos de polietileno reticulado ou tubos PEX são conhecidos por possuírem grande flexibilidade. Por meio dessa nova tecnologia é possível criar trajetos curvos muito mais suaves do que aqueles proporcionados pela tubulação PVC. Curvas menos acentuadas permitem a redução do nível de ruído e minimiza grandes turbulências dentro da canalização.

Imagem: http://www.merckits.com.br/produto/projetos-de-instalacoes-em-pex/

Quando se trabalha com tubos PEX é bastante comum a criação de um espaço apropriado por onde passam todas as tubulações na vertical, para permitir o acesso em casos de inspeção ou manutenção. Estes espaços são chamados shafts.

A distribuição de um ramal ou coluna para sub-ramais de diâmetros menores é feita por meio de um manifold. Trata-se de distribuidor com três, quatro  ou mais saídas, geralmente feito com material metálico (cobre ou latão).

Imagem: http://www.hgsitebuilder.com/files/writeable/
uploads/hostgator747140/image/pex4asm.jpg

Num sistema PEX, geralmente a cor azul indica passagem de água fria, enquanto a cor vermelha indica passagem de água quente.

Imagem: https://br.pinterest.com/boog84/plumbing/

Vale destacar, porém, que os tubos PEX também possuem suas desvantagens, como qualquer outro material. Entre elas pode-se citar:

- não-reciclabilidade;
- fragilidade (quando exposto ao Sol);
- ataque de roedores.

Fontes:

CARVALHO JR., R. Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura. 7ª ed. São Paulo: Blücher, 2013.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

3 coisas que você precisa saber sobre o golpe de aríete

Imagem: http://wap.ind.br/blog
O que é o golpe de aríete?

Suponha um conduto forçado, como uma tubulação de água, onde o líquido está em pleno movimento. Se fecharmos o registro dessa tubulação bruscamente haverá uma sobrepressão dentro das paredes do conduto, pois o movimento do líquido será alterado de forma abrupta. Esse choque violento oriundo dessa sobrepressão é denominado golpe de aríete.

Imagem: https://multipros.wordpress.com/category/encanador/
Como que ocorre?

No fechamento abrupto de uma válvula ou registro, por exemplo, a força da água em movimento exerce trabalho, gerando altas pressões nas paredes do tubo, superiores à pressão inicial. A interrupção do fluxo de água causa uma onda de pressão que se propaga dentro da tubulação até chegar à saída do reservatório. Ao sair da canalização rumo ao reservatório ocorre uma depressão dentro do tubo. Como sua extremidade encontra-se fechada, há agora a formação de uma onda de depressão de volta à tubulação, de forma que a água na porção final do tubo choca-se novamente com o registro. O processo vai se repetindo muitas e muitas vezes... Na prática o atrito das paredes do cano vai amortecendo os golpes sucessivos.

Como combatê-lo?

O golpe de aríete pode ser combatido de várias maneiras:
- limitação da velocidade de escoamento do líquido;
- fechamento lento das válvulas e registros;
- fabricação de tubos que suportem a sobrepressão;
- instalação de válvulas especiais ou de câmaras de ar comprimido para amortecimento dos golpes, etc.

Fonte: 

AZEVEDO NETTO, J. M. et al. Manual de Hidráulica. 8ª ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1998.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Identificando tubulações por meio das cores


Você sabia que é possível identificar uma tubulação por meio da cor?

Imagem: http://www.solucoesindustriais.com.br/
A norma responsável pela padronização das cores é a NBR 6493:1994 - Emprego de cores para identificação de tubulações. 

Confira as principais cores usadas em tubulações e o que representa cada uma:

Imagem: http://conectadosaseguranca.blogspot.com.br/
Fonte:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6493- Emprego de cores para identificação de tubulações. Rio de Janeiro, 1994.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Três dúvidas sobre os processos corrosivos: fique por dentro!


Por que a água do mar acelera a corrosão dos metais?

Isso acontece porque a água do mar possui diversos sais dissolvidos (ver tabela). Esses sais formam, junto com a água, uma solução com grande capacidade de conduzir elétrons, ou seja, um eletrólito bastante forte


Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAABeIYAB/
corrosao-final-quimica-analitica

Os metais, como o ferro, perdem seus elétrons mais rapidamente para o meio, acelerando o processo de oxidação. Outros fatores que influenciam na corrosividade da água do mar são o nível de oxigênio dissolvido, o pH e a temperatura.

O que são os metais de sacrifício?

São metais utilizados para proteger outros da oxidação. Geralmente são mais reativos e perdem seus elétrons primeiro, evitando que o metal mais nobre sofra processo de corrosão. 

Os metais de sacrifício podem ser utilizados para proteger canalizações metálicas subterrâneas contra a corrosão, além de cascos de navios. Para retardar a corrosão do aço da canalização costuma-se ligá-lo a blocos de magnésio por meio de um condutor. 

O magnésio funciona como metal de sacrifício, sofrendo corrosão mais depressa, evitando que o aço seja "atacado". A perda de elétrons do magnésio faz como que ele se comporte como o polo negativo de uma pilha (ânodo). Isso força a canalização a se comportar como o polo positivo (cátodo). 


Imagem: FELTRE (1988).
Em razão da canalização se comportar como cátodo, esse meio de proteção chama-se proteção catódica.

O que são peças galvanizadas?

A galvanização é uma outra forma de evitar a corrosão: deposita-se sobre o objeto metálico uma camada de um outro metal que o proteja. A superfície metálica externa sofre oxidação enquanto o interior fica intacto. 

Um exemplo são as peças de ferro (pregos e parafusos) revestidas de zinco. Este último sofre rápida oxidação na camada externa da peça, protegendo o corpo metálico de ferro. 
Imagem: http://www.galvanicanovaera.com.br/servico/
zincagem-eletrolitica-4

As latas de conserva são protegidas em estanho para evitar a corrosão do aço em contato com o alimento. Este também é um exemplo de galvanização.

Fontes:

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Caixa sifonada: entenda como funciona

Caixa sifonada.
Imagem: http://www.lojasupercasa.com.br/index.php?
route=product/product&product_id=537


Primeiramente, o que é um sifão? 

Sifão é um tubo que, mergulhado num líquido, faz a transferência deste de um recipiente para outro, por meio de uma diferença de nível e de pressão. Veja a figura:

Sifão.
Imagem: http://www.geocities.ws/saladefisica7/funciona/sifao.html

Como funciona a caixa sifonada?

A caixa sifonada recebe esse nome porque possui um "sifão" (parte de um cano permanentemente mergulhado em água) que impede a propagação do gás mal cheiroso da tubulação através da grelha ("tampa") do ralo. Tal mecanismo também é usado em vasos sanitários e pias de banheiros e cozinhas.

Caixa sifonada em condições normais de uso (água em repouso no interior da caixa).
Os gases da tubulação de esgoto (bolhas verdes na figura) não podem se propagar.
Imagem: arquivo pessoal.

Quando a água usada cai no ralo, o nível aumenta e o líquido escoa livremente para a tubulação de esgoto.

Caixa sifonada em condições normais de uso (água usada entrando pela grelha).
Imagem: arquivo pessoal.
O que a grande maioria das pessoas não sabe é que a tampa na parte de cima do "sifão" é apenas um dispositivo usado para o caso de entupimento (pelo menos é o que parece ser). Muitos acabam pensando que a tampa deve ser retirada, pois a água deve escoar por esse buraco... e com isso o mal cheiro da rede de esgoto passa a se espalhar à vontade pela casa... 


Caixa sifonada em condições anormais de uso. A tampa do "sifão" foi retirada.
O gás mal cheiroso da rede de esgoto pode se propagar para fora da grelha.
Imagem: arquivo pessoal.

E o vaso sanitário?

O vaso sanitário, por incrível que pareça, também possui um dispositivo parecido. A água do vaso sanitário é uma válvula que evita o retorno dos gases do esgoto.

Vaso sanitário em corte.
Imagem: http://casa.hsw.uol.com.br/vasos-sanitarios2.htm

Fontes: