quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Tudo o que você precisa saber sobre as lâmpadas de LED


Imagem: http://iluminagesso.com.br

Hoje as lâmpadas de LED estão conquistando cada vez mais espaço no comércio, tendo alcançado as prateleiras da maioria dos grandes supermercados. Apesar de sabermos alguns dos benefícios proporcionados pelo uso deste tipo de lâmpada, muitas vezes desconhecemos seu princípio de funcionamento. Você, por exemplo, já se perguntou como funciona uma lâmpada de LED e o que a faz ser tão superior frente às demais?

Embora os componentes sejam poucos e simples, o funcionamento de uma lâmpada de LED pode ser algo de difícil entendimento. Para entender a forma como este tipo de lâmpada trabalha é preciso, antes de tudo, compreender do que se trata a tecnologia LED.

O que é o LED?

Imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Diodo_emissor_de_luz

LED corresponde à sigla em inglês para Light-Emitting Diode, termo que em português equivaleria a Diodo Emissor de Luz. Trata-se de uma tecnologia relativamente nova, criada pelo inventor Nick Holonyack, hoje professor de Engenharia Elétrica na Universidade de Illinois.

O LED é formado por materiais semicondutores dopados com impurezas que funcionam como doadoras ou aceitadoras de elétrons. De forma sucinta, num LED temos dois materiais semicondutores, onde um deles possui excesso de elétrons (semicondutor tipo n) e o outro possui falta de elétrons ou lacunas (semicondutor tipo p). Quando os semicondutores n e p são colocados em contato e, em seguida, polarizados, os elétrons em excesso (n) conseguem atravessar a barreira pré-existente, de forma que alcançam as lacunas ou buracos do outro lado (p). Ao fazerem isso, os elétrons emitem energia sob a forma de luz (fótons).

Imagem: http://www.ucsusa.org

A cor emitida por um LED pode ser mudada por meio da alteração do tipo de material utilizado para dopagem do semicondutor. Graças às pesquisas iniciadas desde a segunda metade do século passado, hoje existem LED’s de diversas cores. Os LED’s brancos (modelo mais barato) são geralmente diodos emissores de cor azul, onde uma fina camada de fósforo, semelhante àquela das lâmpadas fluorescentes, é responsável por absorver a luz azul e emitir a luz branca.

Por que as lâmpadas de LED são melhores?

Uma das principais razões que tornam as lâmpadas de LED superiores e mais econômicas é por conta da não emissão de radiação infravermelha, o que evita desperdício de energia.

Outro fator importante é a sua elevada durabilidade frente aos demais tipos. A vida útil de uma lâmpada de LED é considerada longa, sendo que os modelos de melhor qualidade são desenvolvidos para durarem 50.000 horas, algo em torno de cinco anos de uso contínuo. As lâmpadas de LED não “queimam” como as lâmpadas incandescentes, sendo que sua vida útil é limitada até o intervalo de tempo em que a lâmpada estará brilhando a mais ou menos 70% de sua capacidade.

Um aspecto interessante das lâmpadas de LED é que os modelos disponíveis no mercado são fabricados com 95% de materiais que podem ser reciclados, permitindo um descarte mais fácil e de menor impacto ambiental. Há de se destacar ainda que a radiação infravermelha aquece o ambiente, o que pode ocasionar maior uso de ventiladores e condicionadores de ar nas estações mais quentes. Como as lâmpadas de LED não emitem tal radiação, isso acaba por colaborar para manutenção do conforto térmico dentro dos ambientes internos.

Fontes:

sábado, 15 de julho de 2017

Modelagem paramétrica em projetos: matemática e arquitetura de mãos dadas

A modelagem paramétrica, caracterizada por fazer uso de variáveis ou parâmetros para concepção da geometria de elementos construtivos, pode ser um termo novo para alguns, mas os projetos baseados nessa forma inovadora de criação de desenhos têm se mostrado cada vez mais usuais.

Imagem: br.pinterest.com/pin/34340015890656801/

O interesse da modelagem paramétrica é criar formas geométricas por meio de recursos computacionais e, após a etapa de planejamento, construí-las fisicamente, por meio de modelos espaciais derivados dos desenhos parametrizados. Essa nova forma de modelagem permite a reprodução gráfica de superfícies contínuas de acordo com os dados inseridos nos algoritmos.

Imagem: br.pinterest.com/explore/arquitetura-paramétrica/

Ao invés de se construir uma superfície ou volume por meio do traçado imaginativo do arquiteto, a modelagem paramétrica possibilita a criação de diferentes formas geométricas por meio de iterações e cálculos computacionais, criando desenhos que obedecem às leis matemáticas. Diante disso, o controle sobre a construção geométrica por parte do projetista poderá ser feito através do monitoramento das variáveis dentro de suas respectivas funções. 

Centro de Heydar Aliyev, Azerbaijão.
Imagem: arcoweb.com.br

Em meio às plataformas vetoriais como o AutoCAD e, mais atualmente, o próprio BIM, o arquiteto acaba por se ver refém das limitações de cada programa. Com a modelagem paramétrica torna-se possível superar essas restrições, tendo em vista que o projeto passa a se comportar como um “organismo vivo”, capaz de se adequar às diversas mudanças que surgem ao longo da fase de planejamento. Se o projeto estrutural, por exemplo, exigir o aumento da largura de uma viga, é possível adequar toda a geometria da construção através de uma simples alteração de parâmetros.

Imagem: teabj.com

Os cálculos e geração dos gráficos parametrizados, em grande parte dos casos, serão de grande complexidade, sendo necessário o uso de ferramentas computacionais. Alguns programas e plugins, como o Rhinoceros e o Grasshopper, podem ser utilizados para criação, investigação e análise das superfícies e objetos.

Para saber mais sobre plugins paramétricos: clique aqui.

A princípio, pode nos parecer que a parametrização seja uma oposição à racionalização de projetos dentro da indústria da construção. Há de se destacar, contudo, que a arquitetura paramétrica é na verdade uma evolução do pensamento racionalizado, sendo capaz de atender de forma satisfatória os quesitos de sustentabilidade, conforto térmico e personalização de ambientes. Essa nova forma de se projetar é ainda uma excelente forma de estimular a criatividade, além de colaborar para o desenvolvimento do pensamento lógico, abstrato e associativo.

Fontes:

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Fórmula de Blondel: como calcular o conforto de escadas?


Uma escada é um tipo de construção com degraus que tem por finalidade conectar dois locais situados em níveis diferentes.

Calcular o conforto de uma escada é especificar suas medidas de forma que as pessoas possam utilizá-la confortavelmente, respeitando padrões de ergonomia e segurança. Os dois principais elementos para dimensionamento são o espelho e o piso.


François Blondel, importante arquiteto militar da França, foi responsável por estudar características de conforto em escadas. Sua base de projeto é referência para diversos profissionais da área e a fórmula, hoje adaptada, ainda recebe o seu nome.

O que nos diz a fórmula de Blondel?

Segundo a Fórmula de Blondel, as dimensões do piso e do espelho em uma escada confortável deverão obedecer a seguinte relação:

P + 2E = 60 a 64 cm

onde: P = piso e E = espelho.

Recomenda-se que o piso mínimo em uma escada seja 28 cm (mínimo exigido pelo Corpo de Bombeiros). Uma escada pode ser considerada folgada quando E = 17 cm e P = 28 cm, sendo estes os valores mais recomendados. O piso de uma escada comum varia entre 25 e 30 cm. E o espelho, entre 16 e 18 cm.

E com relação à largura da escada?

Recomenda-se que a largura de uma escada nunca seja menor que 80 cm, devendo ser da ordem de 1,20 m em edifícios de apartamentos e escritórios.

Exemplo de cálculo de conforto de uma escada

Seja uma escada com P = 30 cm e que precisa vencer uma altura H = 2,85 m. Qual deverá ser a altura do espelho e o comprimento da escada?

Utilizando a Fórmula de Blondel:

30 + 2.E = 64
E = 17

Usar E = 17 cm.

O número de espelhos NE corresponde à razão entre a altura do vão e a altura do espelho.

Logo: NE = H/E = 285/17 = 17,76

Ora, como podemos ver, o número de espelhos não corresponde a um número inteiro. Vamos então trocar os valores entre NE e E, de forma que:

NE = 17 
E = 17,8 cm

O número de pisos NP é igual a NE-1, de forma que: 

NP = 17-1 =16

O comprimento da escada será NP x P = 16 x 0,3 = 4,8 m.

Fontes:


http://portifolioarquiurbano.blogspot.com.br/2013/02/escadas-formula-de-blondel.html http://pedreirao.com.br/escadas/calculo-de-escadas-passo-a-passo/
http://www.clubedoconcreto.com.br/2013/12/dimensionamento-de-escadas-segundo-nbr.html