quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Com vocês: Viga Benkelman!


Se você nunca ouviu falar na chamada viga Benkelman, chegou a hora de saber um pouco mais a respeito e de sanar todas as suas dúvidas. Sigam-me os bons!

Para você aí, que está se perguntando que diaba de viga é essa, saiba que a viga Benkelman é um dispositivo ou aparelho para medição da deflexão em pavimentos. Simples assim. Trata-se de um equipamento que registra, por meio de ensaio não destrutivo, a deformação elástica de um pavimento rodoviário ocasionada por uma roda dupla de caminhão com eixo traseiro simples e carga de 8,2 toneladas. A figura abaixo vai te ajudar a entender um pouco melhor o que é esse equipamento.


Imagem: http://portal.colombo.pr.gov.br

Tudo bem, mas como o ensaio com a viga Benkelman é feito?

A execução do ensaio é bem simples:

1. Inicialmente posiciona-se a ponta da viga Benkelman entre as rodas duplas do caminhão, exatamente sob seu eixo;

2. Faz-se então a leitura do extensômetro posicionado no braço da viga;

3. Em seguida, o caminhão afasta-se vagarosamente até uma distância de 10 m da ponta da viga e faz-se a medição do extensômetro correspondente ao deslocamento recuperado;

Imagem: http://portal.colombo.pr.gov.br

4. A deflexão é calculada por meio da diferença entre as duas leituras e multiplicação por uma constante, conhecida como constante da viga. Essa constante é dada pela relação entre os braços articulados do equipamento.

Prático e simples, não é mesmo?

Saiba ainda que existem outros aparelhos para medição da deflexão de pavimentos. Entre os mais populares estão os deflectômetros de impacto, também conhecidos por FWD (Falling Way Deflectometer), onde se mede a deflexão por meio do impacto ocasionado por um peso liberado de uma certa altura. Em termos de acurácia, os deflectômetros oferecem medidas mais precisas do que a viga Benkelman. 

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Fontes:

MENESES FILHO, A. S. Temas de engenharia civil: questões comentadas. 7. ed. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2016. 896 p.

BERNUCCI, L. B. et al. Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros. Rio de Janeiro:  PETROBRAS: ABEDA: 2006. 504 f.

sábado, 4 de agosto de 2018

Fake news: todo cuidado é pouco


Imagem: https://faesadigital.com

Em plena era da informação, tem-se observado um constante aumento das chamadas fake news. Também conhecidas como notícias falsas, estas exercem danos significativos sobre processos democráticos de países e governos, além de potenciais efeitos destrutivos sobre a imagem e reputação das pessoas nas redes sociais.

A divulgação de falsas notícias é um assunto sério, tendo em vista seus efeitos deletérios sobre a democracia, umas das ferramentas mais poderosas em uma sociedade justa e igualitária. Durante as campanhas eleitorais, as mentiras e boatos falsos podem comprometer seriamente a imagem dos candidatos, permitindo que haja uma manipulação indireta do eleitorado e, consequentemente, do resultado das eleições.

Constata-se também que um dos grandes papéis negativos desempenhados pelas fake news é a deturpação da imagem e reputação das pessoas, sejam elas artistas famosos ou anônimos. A divulgação e compartilhamento de fotos editadas pode ser um sério problema para as vítimas, levando a uma série de constrangimento e humilhações de proporções incalculáveis.

Sobre outro aspecto, cumpre salientar a relação existente entre a publicação de fatos infundados e a potencialização das constantes trocas de ofensas entre os usuários de redes sociais com opiniões divergentes sobre um mesmo assunto. As falsas notícias agem como um mecanismo propulsor do aumento das diferenças fundadas em fatos não corroborados, o que leva a consequências desastrosas, incluindo crimes de ódio e preconceito.

Diante de tais constatações, é evidente que o aumento das falsas notícias é algo que precisa ser efetivamente combatido. Uma possível solução mitigadora do problema seria a realização e divulgação de campanhas no rádio e na televisão, buscando a conscientização das pessoas que compartilham conteúdos de fontes não confiáveis ou duvidosas.

Em se tratando de fatos e informações, a verdade é sempre o melhor caminho.

Dicas para não cair em fake news. (Campanha do CNJ)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Curva ABC: fique por dentro


Também conhecida como curva 80/20, pode-se dizer que a curva ABC é uma ferramenta gerencial de elevada importância nos processos de planejamento e gerenciamento. Possui vasta aplicação nos campos da administração e engenharia, uma vez que se encontra inserida em diversos sistemas de gestão, bem como na elaboração de projetos e controle da produção.

A Curva ABC tem estreita relação com o Princípio de Pareto. Tal princípio, sugerido por Joseph J. Muran, em homenagem ao economista italiano Vilfredo Pareto, afirma que, em diversos fenômenos, 20% das causas respondem por 80% das consequências. Na área financeira, por exemplo, em um grande número de casos, cerca de 80% do faturamento advém de apenas 20% dos produtos ou clientes.

O uso da curva ABC para controle de estoques é uma das aplicações mais conhecidas dessa ferramenta. De fato, por meio dessa curva, os itens estocados podem ser divididos em três grandes grupos: A, B e C.



O grupo A é o grupo de maior valor, aquele que garante maior lucratividade e o que mais chama a atenção dos clientes. Geralmente responde por até 80% do valor total das vendas.

O grupo B é o grupo intermediário, com valores dentro de um patamar médio, que, embora não seja o principal atrativo dos clientes, permite a rotatividade e variedade das vendas junto aos produtos principais. Chega a corresponder a 15% do faturamento.

O grupo C é aquele que conta com os produtos de menor valor em estoque, de menor saída e menor procura, porém essenciais para a garantia da variedade das mercadorias em demandas esporádicas, garantindo a estabilidade do negócio. É responsável por 5% do valor total das vendas.

Em síntese, a curva ABC nos mostra que, em muitos casos, uma parcela restrita dos produtos responde pela maior parte das vendas. Isso nos leva a concluir que as empresas que buscam por maior lucratividade devem dar especial atenção às mercadorias ou aos serviços de maior peso sobre a receita.

E como é feita a Curva ABC?

Para montar a curva ABC, primeiramente devemos estipular o período de tempo para análise (semanas, meses ou anos, por exemplo). A seguir, precisamos listar todos os produtos existentes em estoque, incluindo quantidades vendidas e o preço de venda. Com base em tais valores, calculamos, então, a participação percentual de cada produto sobre o valor total de vendas. Definidos os percentuais, podemos classificar cada produto como pertencente a um dos três grupos da curva: A, B ou C.

Conforme vimos, na classificação ABC de itens do estoque, a prática demonstra que os produtos do grupo A chegam a responder por 80% do valor de consumo, embora estes representem apenas 20% do estoque. Mesmo que tais produtos (ou clientes) exerçam um papel crucial no número de vendas, isso não significa que devemos menosprezar os outros 80%. Um gestor eficiente buscará maneiras eficientes de atrair essa parcela - considerada erroneamente como menos relevante - por meio do incentivo à compra de novos produtos, levando, assim, ao aumento do faturamento.

Ficou curioso sobre a Curva ABC? Baixe a planilha gratuita em Excel (link abaixo) e veja um exemplo prático de como utilizar essa incrível ferramenta gerencial!


Fontes: