domingo, 9 de outubro de 2016

Sistema BubbleDeck: as curiosas lajes com esferas de plástico


Imagem: http://www.aswhome.com/bubbledeck-mesh/

O sistema BubbleDeck® é uma ideia lançada na Dinamarca, há cerca de 17 anos, que incorpora esferas de plástico reciclado nas lajes, em regiões onde o concreto não desempenha função estrutural. Por meio da inserção dessas esferas é possível reduzir em até 35% o peso de uma laje normal, o que garante redução nos pilares e fundações. O método mais comum é o que utiliza uma pré-laje de 6 cm de espessura, uma camada de esferas de plástico reciclado e uma malha de aço superior, com posterior concretagem. 

Imagem: http://brasilconstrucao.com.br/?p=2134

Outro tipo são as lajes de módulo BubbleDeck, em que as esferas são posicionadas dentro de gaiolas metálicas dispostas sobre fôrmas de madeira e a concretagem é executada em dois estágios. 

Imagem: http://www.bubbledeck.com.ar/

O terceiro caso é o das lajes de painéis acabados, onde se faz apenas o içamento e posicionamento das peças já acabadas no local de construção.

Os diâmetros das esferas variam de acordo com a espessura da laje e a carga aplicada. Nas lajes biaxiais o dimensionamento segue os métodos convencionais utilizados para lajes maciças, levando em conta a redução do peso.

Imagem: http://www.engemolde.com.br/solucoes/detalhe.asp?cod=29

Uma vantagem desse sistema construtivo é a eliminação de vigas, garantindo rapidez e economia nas obras, além de espaços arquitetônicos mais limpos e com pé-direito reduzido, quando comparado aos projetos convencionais. Além disso, a BubbleDeck pode ser aplicada em edificações de pequeno e grande porte, pois não existe uma limitação técnica quanto ao uso. O que importa neste caso é a viabilidade econômica do projeto.

Destaca-se ainda a baixa condutibilidade térmica e a atenuação do nível de ruído das lajes que utilizam esse sistema, além dos selos verdes e enquadramento da tecnologia ao Tratado de Kyoto. Uma outra curiosidade é que as esferas de plástico, em caso de incêndio, carbonizam-se sem emitir gases tóxicos.

Fontes:

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Plataforma Sucupira: como pesquisar periódicos para publicação de artigos

Os periódicos científicos podem ser classificados com base na qualidade dos artigos publicados. O sistema usado para essa classificação é o chamado Qualis-Periódicos. 

Como é feita a classificação?

No Qualis-Periódicos a classificação é feita com base em estratos indicativos de qualidade, sendo o A1 o mais elevado e o C com peso zero, passando ainda pelo estratos A2, B1, B2, B3, B4 e B5. É bom deixar claro que um mesmo periódico pode receber diferentes classificações dependendo da área de avaliação.

Como pesquisar periódicos que possuam estrato de qualidade desejado?

Primeiramente você deve acessar a Plataforma Sucupira da Capes.

Vá na aba consultas e escolha Periódicos Qualis.

Em Dados para Consulta:
- Selecione o Evento de Classificação (o mais recente é o Qualis 2014);
- Em Área de Avaliação selecione: Engenharias I (para Engenharia Civil);
Obs.: Se não souber a área de avaliação de seu curso, você precisa pesquisar na Tabela de Áreas do Conhecimento da Capes.
- Em Classificação selecione o estrato de seu interesse;
- Clique em Consultar.




Será gerada uma lista com todos os periódicos cadastrados que tenham a classificação desejada, de acordo com a área de avaliação.

E para pesquisar o Qualis de um periódico específico?

Nesse caso você vai precisar do ISSN (International Standard Serial Number) do periódico em questão.

- Em Evento de Classificação selecione "Classificação de Periódicos 2011/2012" ou "Qualis 2013/2014";
- Cole o ISSN no campo apropriado;
- Clique em Consultar.

Será gerada uma lista com as áreas de avaliação e a respectiva classificação Qualis para o periódico em questão.

Simples, não?

Fontes consultadas:

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Uma conversa sobre produção científica: lixo acadêmico e evasão de cérebros

Imagem: http://www.ondeimovel.com
As pesquisas em massa que não geram benefício social são chamadas por alguns estudiosos de lixo acadêmico. De forma oposta ao que aconteceu nos Tigres Asiáticos, onde a pesquisa científica levou a um desenvolvimento tecnológico gigantesco, o que ocorre no Brasil é justamente o contrário, as pesquisas são caras e não geram retorno. No país ainda se faz pouca ciência e esta, quando é feita, dificilmente causa algum impacto social positivo.

Um outro fato relevante está na perda dos melhores pesquisadores para países desenvolvidos, que dão incentivo à ciência. Os EUA, por exemplo, têm importado cérebros de diversas regiões do mundo para realizar pesquisas de ponta em nível nacional, obtendo destaque em premiações científicas. Partindo da fala de Michio Kaku, o segredo dos país está no visto H-1B dado aos jovens imigrantes que entram na América para se graduarem, fazer mestrado ou se tornarem PhD's.

Em artigo publicado pela revista Nature, o Brasil está entre os países que mais produzem pesquisa científica de baixa qualidade, possuindo baixíssimo número de publicações em revistas consagradas. A causa para essa ineficiência está associada a uma série de fatores que, em conjunto, contribuem para o desenvolvimento de projetos que não contribuem em nada para o desenvolvimento social, a não ser para mérito próprio dentro da academia.

Fontes:

http://www.unespciencia.com.br/2015/02/lixo-academico/
http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/_ed833_producao_cientifica_e_
lixo_academico_no_brasil/
http://revistapesquisa.fapesp.br/1999/10/01/importacao-de-cerebros/
https://www.youtube.com/watch?v=NK0Y9j_CGgM